Covid: Internações em SP caem após flexibilização do uso de máscaras
Fernanda Sunega/PMC
Covid: Internações em SP caem após flexibilização do uso de máscaras

Os índices de casos e hospitalizações por Covid-19 em São Paulo continuam em queda duas semanas após a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras em locais fechados no estado. As internações pela doença caíram 84% desde janeiro, informou o governo paulista nesta quarta-feira.

"Não houve nenhum impacto negativo em relação à pandemia na flexibilização da forma como foi feita em São Paulo, de maneira gradativa, primeiro em ambientes externos, depois em ambientes fechados, e mantendo a obrigatoriedade ainda em ambientes que considerávamos mais perigosos, como transporte coletivo e estabelecimentos de saúde", disse em coletiva de imprensa nesta quarta João Gabbardo, secretário-executivo do Comitê Científico que assessora o governo de São Paulo no combate à pandemia.

Em 9 de março, o estado de São Paulo anunciou a suspensão da obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre. Pouco mais de uma semana depois, desobrigou a utilização do item de prevenção à Covid também em locais fechados.

Apesar da flexibilização, afirma o governo paulista, não foi registrado um pico no número de infecções no estado.

"Não acompanhamos impacto nos indicadores, tanto em número de casos quanto em internações e óbitos. Lógico que não esperaríamos ver nenhum reflexo nos óbitos, que é o indicador mais tardio, mas em casos e internações não só se mantém o padrão de descida como a queda é grande e representa um avanço em relação ao início do ano, nos meses de janeiro e fevereiro", acrescentou Paulo Menezes, coordenador do Comitê Científico.

Os pesquisadores atribuem a queda nos índices ao avanço da vacinação em São Paulo, que tem hoje 91,5% da população elegível maior de 5 anos com esquema vacinal completo contra a Covid.

"Os números nos permitem avaliar essas duas semanas de flexibilização de máscaras e mostram o impacto da vacinação", afirmou o secretário de estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

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Ainda segundo o secretário, dos 91 hospitais da rede estadual, 41 não apresentam mais nenhum paciente internado por Covid. Onze deles possuem apenas um paciente infectado pela doença. E 24 apresentam menos de dez internados cada, a maioria fora de UTIs. Outros 15 hospitais apresentam número maior de internações, mas se somam casos novos aos de diagnóstico de Covid de longa data, disse Gorinchteyn.

Carnaval 'limitado' e 'seguro'

Com o atual cenário de pandemia, acrescentaram os especialistas, será possível fazer um carnaval "limitado", mas "seguro".

"É um carnaval limitado porque é o carnaval das escolas, dos desfiles. E as pessoas têm alta proporção de imunização. Não devemos entender que a pandemia acabou. Mas estamos em um momento de segurança e bastante avançado de combate bem-sucedido à pandemia", disse Paulo Menezes.

Mais de 104 milhões de doses de vacina contra a Covid já foram aplicadas no estado. Atualmente, são oferecidas quartas doses do imunizante a maiores de 70 anos que tenham tomado a dose anterior há pelo menos quatro meses.

A partir do dia 4 de abril, maiores de 60 anos também poderão buscar a dose adicional contra a Covid.

A campanha de vacinação contra a gripe também já começou, focada em maiores de 80 anos. Ambas as vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia, seguindo recomendação do Ministério da Saúde.

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