Uso de canetas para emagrecer requer cuidados específicos
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Uso de canetas para emagrecer requer cuidados específicos

As primeiras  canetas emagrecedoras fabricadas no Brasil começarão a ser vendidas nesta segunda-feira (4), competindo em um mercado bilionário, até então dominado pelas farmacêuticas Novo Nordisk, da Dinamarca, e a norte-americana Eli Lilly, fabricantes do Ozempic e do Mounjaro, respectivamente.

No Brasil, a produção de canetas injetáveis para tratamento de obesidade e também diabetes é feita pela farmacêutica EMS, na unidade da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo .

A planta em Hortolândia tem capacidade para produzir 20 milhões de canetas por ano, com possibilidade de ampliação para 40 milhões, conforme a demanda.

A fábrica é a única no país especializada na produção de peptídeos, substâncias que imitam hormônios naturais, como a liraglutida .

Segundo a fabricante, o mercado receberá duas versões do medicamento: o Olire, indicado para controle de peso, e o Lirux, voltado ao tratamento da diabetes tipo 2.

Ambos têm como princípio ativo a liraglutida, que atua aumentando a saciedade, diminuindo o apetite e controlando os níveis de glicose no sangue.

A diferença em relação a outros medicamentos da mesma classe, como a semaglutida (Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro), é que a aplicação da liraglutida precisa ser feita todos os dias, e não semanalmente.

Preços

De acordo com a farmacêutica, o preço sugerido para a embalagem com uma unidade de Olire é de R$ 307,26. O kit com três canetas custa R$ 760,61.

No caso do Lirux, o valor para duas unidades será de R$ 507,07. Na dose máxima, dura 10 dias.

Comparando com os outros dois medicamentos que dominam esse mercado - Ozempic e Monjaro - que são aplicados semanalmente, os preços não são muito diferentes.

O Monjaro, dependendo da dosagem da caneta, pode variar de R$ 1.4 mil a R$ 2.3 mil, e dura 4 semanas.

Já os preços do Ozempic podem variar entre R$ 900 e R$ 1,3 mil, e também rende 4 aplicações, ou seja, 4 semanas.

Sul e Sudeste

A comercialização do Olire e o Lirux, nesta fase inicial, será limitada às regiões Sul e Sudeste. 


A distribuição nacional, de acordo com a empresa, ocorrerá de forma gradual nas próximas semanas.

A chegada às pratereiras ocorre oito meses após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa ), em dezembro de 2024, para o início da produção.

E já chegam às redes farmacêuticas sob a nova determinação, também da Anvisa , em vigor desde o fim de junho, em que as canetas magrecedoras só podem ser vendidas com a retenção da receita, justamente para evitar o uso desenfreado e sem prescrição médica.


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