Lesões na pele são um dos principais sintomas da mpox
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Lesões na pele são um dos principais sintomas da mpox

O Brasil registrou 149 casos de mpox em 2026, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (09).

Do total, 140 estão confirmados e nove são classificados como prováveis, enquanto outros 539 ainda estão em investigação, mas sem registro de mortes no período.

Entre os estados, São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 93 casos. Nos últimos dias, o Amazonas também entrou na lista de estados com registro da doença neste ano, após confirmar o primeiro caso .

Segundo o Ministério da Saúde, além de São Paulo, que lidera o número de registros , outros estados também tiveram confirmações da doença neste ano. O Rio de Janeiro aparece com 18 casos, seguido por Minas Gerais e Rondônia, ambos com 11 ocorrências.

Também foram registrados casos no Rio Grande do Sul (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Norte (3), Paraná (2), Ceará (1), Sergipe (1), Pará (1), Amazonas (1) e no Distrito Federal (1).

O balanço mostra ainda que, entre os casos registrados no país neste ano, pelo menos 50 apresentaram coinfecção com o vírus HIV e 31 com outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Em relação ao ritmo de notificações ao longo de 2026, os dados do Ministério da Saúde indicam que janeiro registrou 68 casos confirmados ou prováveis, fevereiro teve 70 e março contabiliza 11 ocorrências até o momento.

Apesar do crescimento recente, o número atual permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses de 2025, o país havia contabilizado 394 casos da doença.

Transmissão

Segundo o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, que pertence ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Trata-se de uma infecção viral que pode ser transmitida de animais para humanos e também entre pessoas.

A transmissão pode ocorrer por contato direto com alguém infectado, com materiais contaminados ou com animais silvestres infectados, especialmente roedores. O contato com lesões na pele, secreções corporais ou objetos contaminados, como roupas e toalhas, também pode espalhar o vírus.

A principal forma de transmissão entre pessoas acontece pelo contato direto com erupções na pele, fluidos corporais ou secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado.

Sintomas

Os sintomas mais comuns incluem erupções ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e inchaço dos linfonodos, conhecidos como ínguas.

O período entre o contato com o vírus e o surgimento dos sintomas costuma variar de três a 16 dias, podendo chegar a até 21 dias. As lesões na pele podem aparecer poucos dias após o início da febre e podem surgir em várias partes do corpo, como rosto, mãos, pés, boca e região genital.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença geralmente apresenta quadros leves ou moderados e pode durar entre duas e quatro semanas.

A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões.


Prevenção

O diagnóstico da mpox é feito por exames laboratoriais, como testes moleculares ou sequenciamento genético. As amostras são coletadas, de preferência, a partir da secreção das lesões ou das crostas formadas na pele.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde para avaliação, informem se tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados e evitem contato com outras pessoas até receber orientação médica.

Entre as medidas de prevenção estão evitar contato direto com pessoas infectadas, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos. Em situações de cuidado com pacientes, recomenda-se o uso de luvas, máscaras e outros equipamentos de proteção.

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