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A imunossupressão se refere à redução da capacidade de defesa do organismo contra infecções. E apesar do termo ser bastante utilizado na área da saúde, nem sempre é compreendido fora desse contexto. 

Para entender melhor, é preciso lembrar que o sistema imunológico  funciona como uma barreira de proteção, responsável por combater vírus, bactérias, fungos e outros agentes invasores.

Quando o sistema imunológico não funciona de forma adequada, o organismo se torna mais vulnerável. É o que ocorre com pessoas imunossuprimidas, que apresentam redução das defesas naturais devido a doenças, uso de certos medicamentos ou realização de procedimentos médicos.

Quem faz parte desse grupo?

De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo de imunossuprimidos inclui pessoas com HIV/Aids, indivíduos com imunodeficiências primárias graves e doenças autoimunes, transplantados, pacientes em terapia renal substitutiva e pessoas que utilizam imunossupressores de forma contínua, ou seja, medicamentos que evitam a rejeição do órgão transplantado.

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, as imunodeficiências podem ser classificadas como primárias ou secundárias e são identificadas por meio de exames laboratoriais, como análises de sangue e testes de pele. 

As primárias estão presentes desde o nascimento e têm origem em alterações genéticas ou doenças congênitas que afetam o sistema imunológico. 

Já as secundárias surgem ao longo da vida, muitas vezes associadas a doenças crônicas, como diabetes e câncer, ou ao uso de medicamentos que reduzem a resposta imune. 


Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar, mas normalmente pessoas com imunodeficiência costumam apresentar infecções frequentes, principalmente respiratórias, como sinusites  e pneumonias.

Em alguns casos, a condição se manifesta ainda na infância. Por isso, é importante que os pais observem sinais como reações intensas a vacinas, especialmente a BCG, aplicada nos primeiros dias de vida.

Também são comuns infecções bacterianas mais graves, que podem evoluir para quadros como pneumonia. Outros sintomas incluem febre persistente, perda de peso e de apetite, dores abdominais e diarreia crônica.

Formas de proteção

Vacinação é uma das formas de prevenção de doenças sazonais
Divulgação / EBC
Vacinação é uma das formas de prevenção de doenças sazonais

A vacinação é fundamental  para proteger pessoas com o sistema imunológico comprometido, já que elas têm maior risco de desenvolver quadros graves e mais dificuldade para combater infecções.

Além da proteção individual, as vacinas também contribuem para a saúde coletiva, ao reduzir a circulação de vírus e outros agentes infecciosos, beneficiando inclusive quem não pode se imunizar por motivos médicos.

Para os imunossuprimidos, a imunização é essencial. Vacinas como as contra gripe, doenças pneumocócicas e meningocócicas ajudam a reforçar as defesas do organismo e diminuem o risco de complicações graves.

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