Wegovy
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Wegovy

Um estudo mostrou que um comprimido faz com que as pessoas percam mais peso em comparação com o uso das  canetas emagrecedoras. A pesquisa é da farmacêutica Novo Nordisk, desenvolvedora do novo medicamento.

Os dados foram divulgados durante o Congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, em Milão, na Itália, que aconteceu nesta última quarta-feira (30).

De acordo com a pesquisa, os pacientes que trocaram as injeções das canetas emagrecedoras para o novo comprimido diário Wegovy perderam mais peso.

Os números mostram que, em média, os participantes dos estudos perderam cerca de 4,1% do peso corporal ao longo de três meses. Eles perderam quatro quilos a partir de um peso inicial de 100,5 quilos.

Outro dado do estudo é que a proporção de participantes classificados como clinicamente obesos caiu de 87,1% para 65,5% após os três meses. Além disso, cerca de 41% dos pacientes perderam pelo menos 5% do peso corporal.

Cerca de 82,4% dos pacientes ainda relataram pelo menos uma melhoria no tratamento, como roupas com melhor caimento e alimentação mais saudável.

A pesquisa mostrou que a perda de peso ocorreu após a transição de terapias injetáveis para a semaglutida oral, o princípio ativo do Wegovy.  A substância é a mesma usada no Ozempic.

Segundo a Novo Nordisk, esta análise representa a primeira de uma colaboração para examinar os resultados no mundo real de usuários de medicamentos para perda de peso.

O comprimido Wegovy já foi lançado nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes Unidos, no Reino Unido e na Alemanha. A previsão é de que o medicamento chegue em outros mercados selecionados no próximo trimestre.

Efeitos colaterais

Ainda de acordo com a Novo Nordisk, em um comunicado à imprensa, a injeção de semaglutida 2,4 mg e os comprimidos de semaglutida 25 mg contêm um alerta para a possibilidade de tumores da tireoide, incluindo câncer.

Por isso, eles não devem ser usados ​​por pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide, que é um tipo raro de câncer que se origina nas células parafoliculares da glândula tireoide.

Também não devem ser usados por pessoas com histórico pessoal ou familiar de síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2, conhecida como uma condição genética hereditária que frequentemente inclui o mesmo câncer de tireoide, porém associado a tumores em outras glândulas endócrinas.

A farmacêutica também informou que os efeitos colaterais mais comuns do uso do medicamento são:

  • náuseas;
  • diarreia;
  • vômitos;
  • constipação;
  • dor abdominal;
  • alterações na sensibilidade da pele;
  • dor de cabeça;
  • cansaço;
  • desconforto estomacal;
  • tontura;
  • sensação de inchaço;
  • hipoglicemia em pessoas com diabetes tipo 2;
  • gastroenterite;
  • azia;
  • queda de cabelo.

Ainda não há previsão de o comprimido chegar ao Brasil. O medicamento é disponibilizado no país apenas em versão injetável. 

A versão em comprimido foi submetida à análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 


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