Tamanho do texto

Dra Bárbara Cardoso tira todas as suas dúvidas desse período; fique ligado

Adolescência do bebê, adolescência infantil, crise dos dois anos ou " terrible 2 years". Saiba como lidar com as birras e teimosias da crianças. 

Leia também: Tire todas as suas dúvidas sobre as cólicas no recém-nascido

Adolescência do bebê ocorre dos 18 meses até os três anos de idade
Shutterstock/Viajar pelo Mundo
Adolescência do bebê ocorre dos 18 meses até os três anos de idade

Por volta dos dois anos de idade, seu filho entra em uma fase chamada de adolescência do bebê , onde as birras, malcriações, crises de choro e teimosia se afloram e mesmo as crianças mais boazinhas podem surpreender seus pais com traços de rebeldia nunca vistos anteriormente.

Geralmente essa mudança comportamental ocorre dos 18 meses até os 3 anos de idade, e algumas crianças podem passar por essa fase de forma mais intensa do que outras.

Mas você sabe por que essa crise dos dois anos existe?

É nessa fase que os pequenos percebem que são um indivíduo, com vontades e opiniões próprias, e lutam para conquistar o seu espaço. Porém, no mesmo tempo em que eles querem tomar suas próprias decisões, ainda encontram dificuldade pois não adquiriram a maturidade suficiente para isso.

Leia também: Meu bebê acorda durante a noite. Você sabe o que pode ser?

Nessa fase eles costumam:

  • Contrariar tudo e todos, inclusive eles próprios - um dia eles gostam de banana e no outro dia choram quando as mães parecem com banana;
  • Ficam com muita birra e esperneiam se contrariados - quem nunca viu uma criança jogada no chão de algum lugar chorando desesperada?
  • Não gostam de seguir orientações e não aceitam facilmente a decisão dos pais;
  • Podem começar a ficar mais agressivos com tapas, mordidas e beliscões.
  • Sim, já percebi que meu filho está nessa fase...como devo agir?

Se você já percebeu que seu filho está nessa fase, saiba como agir:

1. Em primeiro lugar, e como sempre falo nas consultas do consultório: não aja com agressividade! Eu sei que não é a situação mais agradável do mundo levar um tapa na cara de uma criança que está chorando desesperada e se jogando no chão do supermercado porque você não quis  comprar a bolacha que ela queria mas lembre-se: a criança é ele! Respire fundo.

2. Antes de sair de casa, converse com a criança sobre o que é permitido e o que não vai ser aceitável durante o passeio.

3. Não adiantou a conversa e a birra aconteceu. Contenha o seu filho, abaixe na altura de seus olhos, olhe fixamente e explique com voz firme que você entende que ele está bravo, mas que esse comportamento é inaceitável.

4. Mude o foco durante a birra. Mostre para a criança alguma coisa que chame a sua atenção. Assim que ele parar de chorar, volte ao assunto e explique com clareza que você não gostou daquele comportamento. Não ceda às manipulações e choros e avise que você só vai conversar depois que ela se acalmar.

5. Sempre deixe claro que, se o episódio voltar a acontecer, a criança sofrerá consequências negativas - mas essas consequências tem que ser palpáveis! Não adianta falar que se ele se jogar no chão novamente não vai passar as próximas férias na casa da avó porque ele nem vai se lembrar disso em 30 minutos. As consequências devem ser imediatas como: se você se jogar no chão novamente, você vai ficar somente no meu colo o passeio inteiro e não vai se divertir no chão - e cumprir!

6. Não dê margem para a criança ser do contra; não pergunte se ela quer tomar banho (se ela falar que não você vai entrar em um conflito desnecessário); pergunte somente: você quer tomar banho antes ou depois do papai chegar? (você ofereceu o poder de escolha à criança).

Leia também: conheça os alimentos que fazem bem e mal aos dentes

7. Em lugares públicos, se estiver se sentindo constrangido, tire seu filho do ambiente sem demonstrar irritação e sem conversar. Sua atitude automaticamente vai mostrar desaprovação à ele.

Tente entender que a adolescência do bebê é uma fase de aprendizado e tente mostrar o caminho, aceitando que seus bebês estão se tornando pessoas mais independentes, com opiniões, desejos e comportamentos diferentes. Mostre que você entende sua angústia e tenha sempre um abraço para passar segurança ao seu pequeno. E lembre-se: a fofura volta com uns três anos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.