A empresa americana Pfizer e a alemã BioNTech se tornaram, na segunda-feira (9), as primeiras a divulgar dados bem-sucedidos da última fase de testes de uma vacina anti-Covid
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A empresa americana Pfizer e a alemã BioNTech se tornaram, na segunda-feira (9), as primeiras a divulgar dados bem-sucedidos da última fase de testes de uma vacina anti-Covid

A vacina desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech pode estar disponível já para uso no Brasil em março do ano que vem. A informação é do presidente da farmacêutica no País, Carlos Murillo.

O imunizante em questão ainda não está na lista da negociações do governo federal. Mas, segundo ele, as tratativas estão avançadas e a farmacêutica apresentou uma solução parcial para o problema logístico de armazenamento e distribuição da vacina.

Isso porque a vacina da Pfizer demanda um armazenamento a temperaturas de -70°C, o que poderia inviabilizar o seu uso no Brasil.

O executivo informou que já foi apresentada ao governo brasileiro uma embalagem especial, com gelo seco, capaz de manter o imunizante na temperatura correta durante 15 dias. Após o descongelamento, o produto se mantém estável por mais cinco dias em refrigeradores comuns.

"Ou seja, do momento em que o produto chega ao País até ser aplicado seriam 20 dias", explicou Murillo, em evento online, na tarde desta quinta-feira (12), na Academia Nacional de Medicina sobre imunizantes em desenvolvimento.

Ele afirmou que "não é simples, não resolve toda a logística, mas muda muito o esquema de pensar em ter um freezer de baixas temperaturas em cada centro de vacinação", acrescentou.

A empresa americana Pfizer e a alemã BioNTech se tornaram, na segunda-feira (9), as primeiras a divulgar dados bem-sucedidos da última fase de testes de uma vacina anti-Covid. O resultado preliminar da fase três sugere mais de 90% de eficácia da vacina.

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