A doença é um distúrbio do ouvido interno que pode levar a tonturas (vertigens) e perda auditiva. Na maioria dos casos, ela afeta apenas um ouvido
Foto: Reprodução/Internet
A doença é um distúrbio do ouvido interno que pode levar a tonturas (vertigens) e perda auditiva. Na maioria dos casos, ela afeta apenas um ouvido

A cantora britânica Jessie J, 32, comunicou aos fãs que está sem audição e sem conseguir se equilibrar. A artista foi diagnosticada com a Doença de Ménière. "Acordei como se estivesse surda do ouvido direito e não consegui andar em linha reta", disse a cantora.

Em uma postagem nas redes sociais, a cantora revelou a doença e falou sobre os sintomas. "Quando canto alto, parece que há alguém tentando sair do meu ouvido. Estou assistindo à série 'O gambito da Rainha' com o dedo na orelha. Vi o primeiro episódio quatro vezes porque tenho zero foco e parece que alguém ligou um secador de cabelo dentro do meu ouvido", escreveu. Jessie J passou o dia com zumbidos no ouvido e descreveu a sensação como "se alguém tivesse ligado um secador de cabelo dentro dele".

Entenda a doença

A Doença de Meniére pode causar vertigem, zumbido, perda auditiva, náuseas e vômitos, sensação de pressão nos ouvidos ou na cabeça. De acordo com a Fundação Otorrinolaringologia (FORL), a síndrome é uma doença sem uma causa específica.

Os sintomas aparecem pelo comprometimento de dois componentes localizados nos ouvidos: a cóclea (responsável pela audição) e o vestíbulo (responsável pelo equilíbrio). Os dois componentes formam o labirinto e, quando um deles tem algum comprometimento, o cérebro recebe as informações erradas sobre a posição do corpo no espaço.

Apesar de ser estudada desde o século 19, não há informações sobre causa da doença, mas já se fala em algumas condições pré-existentes que podem ter ligação com o surgimento deste distúrbio do labirinto. Entre elas, estão diabetes, hipertensão, reumatismo, infecções por herpes e doenças autoimunes. A doença também pode ser desencadeada por questões mecânicas, como mergulhos e viagens aéreas.

"Nosso labirinto funciona como um conjunto de canais ósseos preenchidos por um líquido aquoso semelhante ao líquido céfalo-raquidiano. Esse liquido quando se movimenta dentro dos canais do labirinto ao movimentarmos nossa cabeça estimula células sensoriais (receptores) que existem ao longo dos canais (semelhante ao que acontece com aquela bolha de ar que existe dentro de um "nível" utilizado pelos pedreiros) e com isso informa nossa posição no espaço. O que acontece na doença de Ménière é que por uma causa que não se conhece a pressão deste líquido aumenta dentro dos canais causando a estimulação das células e também lesionando as próprias células do labirinto e da cóclea", diz a Fundação Otorrinolaringologia.

O tratamento da doença pode ser feito com medicamentos vasodilatadores, moduladores de pressão, bloqueadores de canais de cálcio, anticonvulsivantes, antidepressivos, entre outros. Ainda há, também, um tratamento cirúrgico, geralmente usado como última alternativa, para quando o tratamento medicamentoso não funciona.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários