De acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China, os swabs anais devem ser administrados de três a cinco centímetros dentro do reto
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De acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China, os swabs anais devem ser administrados de três a cinco centímetros dentro do reto

Algumas cidades da China passaram a usar amostras de cotonete retiradas do ânus para detectar possíveis infecções por Covid-19. Apesar do novo método fazer parte de uma série de estratégias que o país asiático adotou para conter os surtos da doença, a técnica foi deixada de lado por não ser conveniente a aplicação em massa.

Após denúncias, o país disse nesta quinta-feira (25) que nunca pediu a diplomatas norte-americanos que passassem por swabs (cotonetes) anais para a detecção do Sars-CoV-2. O assunto ganhou repercussão internacional após relatos de que funcionários do Departamento de Estado dos EUA teriam sido submetidos ao teste.

"Que eu saiba [...] a China nunca exigiu que a equipe diplomática dos EUA instalada na China conduzisse testes de swabs anal", afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, citado pela agência Reuters.

O jornal The Washington Post citou um funcionário do Departamento de Estado dos EUA relatando que o teste foi dado por engano e que a China havia dito que interromperia esses testes em diplomatas norte-americanos.

Entenda o método

De acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China, os swabs anais devem ser administrados de três a cinco centímetros dentro do reto, antes de serem girados e removidos para serem posteriormente armazenados em um recipiente de amostra.

Li Tongzeng, vice-diretor encarregado de doenças infecciosas no Hospital You'an de Pequim, disse que os estudos mostraram que o Sars-CoV-2 sobrevive mais no ânus ou em excrementos do que na parte superior do corpo, como a garganta e o nariz, podendo gerar resultados negativos falsos.

"Se adicionarmos o teste anal, podemos aumentar nossa taxa de identificação de pacientes infectados", afirmou Li Tongzeng, especialista em doenças infecciosas do Hospital You’an de Pequim. "Mas é claro, considerando que coletar swabs anais não é tão conveniente quanto de garganta, no momento apenas grupos-chave, como aqueles em quarentena, recebem ambos", completou.

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