Queiroga participou de uma live promovida pela Fiesp sobre as perspectivas da saúde para os próximos quatro anos
Foto: Reprodução/Fiesp
Queiroga participou de uma live promovida pela Fiesp sobre as perspectivas da saúde para os próximos quatro anos


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o Brasil vai assinar em breve um novo contrato para a compra de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (3). "Um contrato com a Pfizer já na iminência de ser fechado, um novo contrato, para 100 milhões de doses de vacina", disse Queiroga, em evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"Ou seja, o Brasil terá a disposição de sua sociedade 200 milhões de doses da vacina Pfizer. Isso equivale a imunizar cerca da metade de sua população ainda esse ano porque esse segundo contrato prevê para o mês de outubro já 35 milhões de doses da Pfizer. Então, estou tranquilo em relação a essa previsão, associada à ampla campanha de vacinação que já estamos fazendo em parceria com estados e municípios", acrescentou o ministro da Saúde.

O ministro destacou que o Brasil é um dos poucos no mundo com capacidade de produção nacional de vacinas contra o novo coronavírus em duas instituições públicas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiucruz) e o Instituto Butantan. 

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Queiroga ressaltou que o governo federal sabe da importância das medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras. "Paralelamente, o governo tem incentivado o uso de medidas não farmacológicas. Tenho, desde meu primeiro dia, feito um alerta de maneira reiterada acerca da importância do uso de máscaras. Acredito que os senhores tenham conhecimento dessa iniciativa. Claro, não vamos conseguir isso na base da lei, o Brasil já te muitas leis e as pessoas as descumprem de maneira reiterada", afirmou. 

Ele falou da importância de ampliar a testagem da população para a detecção de casos de Covid-19. "No ano passado, o governo alocou mais de R$ 235 milhões em testes de RT-PCR, mas esse ano temos estratégias mais eficientes, testes rápidos a base de antígenos, que podem servir para ajudar a retomada das nossas atividades econômicas", disse o ministro.

Distribuição do primeiro lote começou hoje

Nesta segunda-feira (3), o primeiro lote com 1 milhão de doses da vacina da Pfizer começou a ser distribuído. 

Nesta remessa, serão enviadas 499,5 mil doses para a primeira aplicação, divididas de forma proporcional e igualitária entre todos os estados e Distrito Federal. As doses para a segunda aplicação serão distribuídas nas próximas semanas.

De acordo com o ministério, a vacina da Pfizer está sendo destinada para vacinação de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente. A comprovação das comorbidades pode ser realizada com exames, receitas, relatório ou prescrição médica, entre outros.

Queiroga falou sobre a importância do SUS

O ministro disse que o legado da pandemia é "se conhecer a importância do SUS (Sistema Único de Saúde)" e defendeu que o sistema seja reforma para tornar o sistema mais eficiente. "O SUS é um patrimônio de todos os brasileiros e devemos fortalecê-lo, não só na assistência especializada, mas sobretudo na atenção primária", disse o ministro.

O ministro garantiu que o governo federal apresentará até a próxima quarta-feira (5) uma portaria para alocar R$ 1 bilhão para investimentos na atenção primária, em questões como cuidados com infância, adolescência e envelhecimento. "Nós precisamos reformar o Sistema Único de Saúde. É claro que nós temos uma reforma tributária a ser analisada pelo Congresso Nacional, nós temos um ambiente político muito exigente, com muita divergência, redes sociais muito inflamadas", afirmou.

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