Para a produção do soro, os técnicos retiram o plasma - que faz parte do sangue - do cavalo e levam para a sede do Butantan, na Zona Oeste de São Paulo
Foto: Instituto Butantan / Divulgação
Para a produção do soro, os técnicos retiram o plasma - que faz parte do sangue - do cavalo e levam para a sede do Butantan, na Zona Oeste de São Paulo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (25), o início dos testes do  soro anti-SARS-CoV-2, desenvolvido pelo Instituto Butantan.

De acordo com a agência, o Butantan já pode começar a aplicação do soro em voluntários da pesquisa. Esta será a primeira vez que o soro será aplicado em humanos, já que até o momento só foi testado em animais.

"A Anvisa já havia dado a anuência para a pesquisa, no dia 24 de março, mas mediante a assinatura de um Termo de Compromisso que previa a entrega de informações complementares que ainda não estavam disponíveis naquele momento", informou o órgão por meio de nota. 

A avaliação da proposta de pesquisa foi feita integralmente pela Anvisa, sem a participação de outras agências estrangeiras, já que as fases iniciais de testes clínicos do soro serão feitas apenas no Brasil.

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Entenda

Para a produção do soro, os técnicos do Butantan retiram o plasma, que faz parte do sangue, do cavalo e levam para a sede do instituto, na Zona Oeste de São Paulo. Os anticorpos são então separados do plasma e se transformam em um soro anti-Covid.

Os cavalos, além de ajudarem a produzir o soro, participaram dos testes. O vírus inativo não provoca danos aos animais nem se multiplica no organismo, mas estimula a produção de anticorpos.

"Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados", afirmou o diretor do Butantan, Dimas Covas.

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