SBIm pede que laboratórios sigam PNO ao vender vacina contra covid-19
André Biernath - @andre_biernath - Da BBC News Brasil em Londres
SBIm pede que laboratórios sigam PNO ao vender vacina contra covid-19

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) divulgou nesta sexta-feira (03) um posicionamento sobre a venda de vacinas contra covid-19 na rede privada, que teve início nesta semana.

O imunizante será o da AstraZeca, importado dos Estados Unidos, e também produzido pela Fiocruz. A organização esclarece que as precauções e contraindicações são asmesmas estabelecidas para as vacinas distribuídas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e pede o sistema privado siga o Programa Nacional de Operacionalização de Vacinas (PNO).

"[A SBIm] entende que O sistema privado deve disponibilizar as vacinas Covid-19 apenas para os grupos elencados no Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a  Covid-19 (PNO) e nas Notas Técnicas complementares publicadas pelo Ministério da Saúde, de acordo com esquemas, intervalos, número de doses e doses de reforço previstos nestes documento", diz o documento.

O posicionamento acrescenta ainda que a rede privada "deve funcionar em complementariedade ao sistema de estratégia de controle da pandemia", e deve se integrar aos sistemas públicos para que as doses administradas sejam contabilizadas.

"A oferta de vacina no sistema privado para as pessoas que têm recomendação, mas não podem ou não querem ser vacinados no sistema público pode contribuir para o desejável aumento da cobertura vacinal, sobretudo no que diz respeito às doses de reforço para os públicos definidos no PNO. "

Outro ponto abordado é a disponibilização apenas para o público já contemplado pela rede pública, os mesmos esquemas de intervalos, número de doses e doses de reforço previstas pelo Ministério da Saúde.

Ontem, o grupo DPSP, que administra as Drogarias Pacheco e São Paulo, anunciou o início da venda privada de vacina contra a covid-19 em suas farmácias. As doses devem custar em R$ 229, e estarão disponíveis para pessoas acima de 18 anos para aplicação da 3ª dose ou adicional de reforço.

O consumidor terá de apresentar carteirinha de imunização, com intervalo de quatro meses desde a última dose.

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