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São Paulo é o estado com maior índice de óbitos no Brasil; doença acomete mais os idosos, que em 2017 representaram 68,8% do total de mortes

Segundo o Ministério da Saúde, a maneira mais eficaz de se prevenir contra a gripe é a vacinação
shutterstock/Reprodução
Segundo o Ministério da Saúde, a maneira mais eficaz de se prevenir contra a gripe é a vacinação

Neste ano, o número de mortes provocadas pelos diversos subtipos de influenza, doença popularmente conhecida como gripe, diminuíram 82,4% em comparação com o mesmo período, de janeiro a agosto, de 2016.

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Segundo as informações do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, entre janeiro e agosto de 2017, período considerado a 32ª semana epidemiológica, em todo o território nacional foram registrados 341 mortes provocadas por algum tipo de gripe , enquanto que no mesmo intervalo do ano passado, o número de óbitos confirmados era de 1.944.

Entre os mais afetados pela influenza, os idosos compõem o grupo de risco com maior índice da doença. Ao considerar a quantidade total de mortes, em 2016 eles representavam 41,6%, enquanto que neste ano, eles foram 68,8%.

Em segundo lugar entre os mais atingidos pelo vírus, e que culminaram em óbito, estão os cardiopatas, pessoas que possuem alguma condição que acomete o coração. No ano passado, eles foram compunham 28,8% do total de mortes. Desta vez, esse grupo representou 41,3% do total.

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Os diabéticos e portadores de pneumopatias crônicas também tiveram uma maior participação no número de óbitos. O único grupo que teve uma diminuição percentual foi o de obesos, que deixaram de ser 16,9% entre os afetados fatais e passaram a representar 11,9% do total em 2017.

São Paulo foi o estado com maior número de óbitos por influenza, com 32,6% dos casos só neste ano. Apesar de ainda liderar o ranking, o estado conseguiu diminuir este índice, que era ainda maior no ano passado, com 40,5% das mortes pela doença.

Influenza

Segundo o Ministério da Saúde, existem três tipos de vírus que causam a doença: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias.

Já o vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Estes são ainda classificados em subtipos, como os A(H1N1) e A(H3N2), que circulam atualmente em humanos. Alguns vírus influenza A de origem aviária também podem infectar humanos causando doença grave, como no caso do A (H7N9).

A gripe é uma enfermidade viral febril, aguda e geralmente afeta mais crianças, idosos e gestantes. Ainda segundo a pasta a intervenção mais importante para a redução do impacto da influenza ainda é a vacinação.

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