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Campanha, que deveria terminar no próximo dia 31, deve ser estendida por pelo menos mais 15 dias para que alcance seja ainda maior, revela ministro

Vacinação
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Com apenas 71% do público-alvo atingido, Ministério da Saúde vai estender campanha de vacinação da gripe

Há poucos dias do encerramento da campanha nacional de vacinação contra a gripe, 71,6% do público-alvo já foram aos postos de saúde se imunizar. A campanha termina na sexta-feira (31). Entre os grupos prioritários estão bebês, mulheres grávidas, idosos e profissionais das forças de segurança.

A meta da campanha de vacinação é atingir 90% do público-alvo, formado por 59,4 milhões de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, 16,8 milhões de pessoas ainda precisam procurar a unidade de saúde mais próxima para se protegerem.

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Prorrogação da campanha

Em entrevista, o ministro da Saúde , Luiz Henrique Mandetta , disse que a campanha , inicialmente prevista para se encerrar no próximo dia 31, será prorrogada, mas não informou por quanto tempo.

“Sempre prorroga [a campanha]. A gente prorroga porque não tem porque não prorrogar. A gente coloca uma meta no tempo para ver se as pessoas se conscientizam, se as secretarias [estaduais de Saúde] se conscientizam. Eu vou premiar as que fizeram o dever de casa. Essas sim. E vamos ajudar, vamos ver o que que se pode ajudar naquelas que não conseguiram”, disse após participar de um evento em Sorocaba (SP).

Balanço

Entre a população prioritária , os funcionários do sistema prisional registraram a maior cobertura vacinal, com 101,6 mil doses aplicadas, o que representa 89,7% deste público, seguido pelas puérperas (88,6%), indígenas (82,0%), idosos (80,6%) e professores (78,1%).

Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (30%), população privada de liberdade (47,2%), pessoas com comorbidades (63,4%), trabalhadores de saúde (69,9%), gestantes (68,8%) e crianças (67,6%).

Os estados com maior cobertura até o momento são Amazonas (93,6%), Amapá (85,5%), Espírito Santo (75,3%), Alagoas (73,4%), Rondônia (72,6%) e Pernambuco (72,2%). Os com menor cobertura são Rio de Janeiro (45,8%), Acre (49,7%), São Paulo (57,0%), Roraima (57,4%) e Pará (59,2%).

“Estados que tradicionalmente vacinam bem, a frente fria demorou muito para entrar. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que sempre foi um estado de excelentes campanhas, esse ano atrasou”, disse Mandetta.

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O ministro lamentou ainda que o Rio de Janeiro , que têm problemas relacionados a disponibilização de Centros de Terapia Intensiva (CTI), estejam com a cobertura vacinal menor. “O que que ele [o estado do Rio] está plantando daqui a 60 dias? Muitas pessoas, provavelmente com pneumonia, muitas pessoas precisando de respirador para ter uma chance para viver, e um colapso do sistema de CTI”, disse.

Quem deve se vacinar

Devem receber a dose de vacina crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; grávidas em qualquer período gestacional; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Profissionais das forças de segurança e salvamento também passaram a fazer parte do público-alvo da campanha neste ano. O grupo inclui policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, totalizando cerca de 900 mil pessoas.

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