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A relação entre medicamentos inibidores de bombas de prótons e a Covid-19 ainda é desconhecida

Medicamentos para azia podem aumentar moderadamente o risco de contrair a Covid-19 , aponta um estudo publicado pelo Jornal Americano de Gastroenterologia. Segundo os dados online coletados de mais de 86 mil pessoas, sendo que 3,3 mil delas testaram positivo para a doença, os indivíduos que tomam inibidores da bomba de prótons (IBPs) têm até 3,7 mais chances de contrair a doença. 

O estudo não assume a causa e efeito entre os medicamentos IBP e a Covid-19; apenas destaca uma ligação potencial entre eles. Para determinar se pacientes que tomam inibidores de bomba de prótons têm mais chances de contrair a Covid-19, médicos teriam que examinar o histórico médico de diversos pacientes que testaram positivo para a doença e encontrar um número desproporcional. 

Segundo o autor do estudo, Dr. Christopher Almario, as pessoas não devem parar de se medicar com IBPs por conta dos resultados. Para o especialista, que também é professor de medicina em uma academia sem fins lucrativos de Los Angeles, o estudo precisa de confirmação.

“Muitos americanos tomam IBPs para controlar refluxo gástrico e azia”, afirma ele. “Eles não devem interromper o uso ou reduzir a dose sem consultar um médico”.

“A última coisa que queremos é criar pânico por questões desnecessárias”, disse o Dr. Dhyanesh Arvind Patel, gastroenterologista e professor na Universidade de Medicina de Nashville. “O estudo mostra que há uma relação desconhecida entre os usuários de IBPs e a contração da Covid-19. Mas isso pode não ter relação com o medicamento”.

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