Fiscal da Covid-19 falando com morador na calçada
Telmo Ferreira / FramePhoto / Agência O Globo
Covid-19 deu sinais de desaceleração no Brasil

O Brasil teve sua primeira desaceleração na transmissão do novo coronavírus (Sars-CoV-2) desde abril, segundo informações do Imperial College, uma dos instituições de pesquisa mais conceituados do mundo nas previsões para a Covid-19 .

De acordo com dados do centro de controle de epidemias da entidade, a taxa de contágio (Rt) no País foi de 0,98. Esse número indica para quantas pessoas um paciente infectado consegue transmitir o novo coronavírus. Se ele for maior que um, ele transmite para mais de uma pessoa. Por conta disso, o número atual motra a Covid-19 está em desaceleração.

Para facilitar a contagem, considerando um grupo de 100 pessoas contaminadas, por exemplo, hoje elas passariam o novo coronavírus para 98. Esses 98, seguindo essa mesma taxa, passariam para 96, e assim sucessivamente.

Em julho, o Brasil apresentou taxas de 1,01, situação definida como "fora de controle" por autoridades sanitárias e especialistas. Com a redução, no entanto, o País deixou a zona vermelha pela primeira vez depois de 16 semanas consecutivas de taxa de transmissão acima de 1.

Apesar da boa notícias, antes do Brasil países como Espanha, Rússa e França haviam conseguido reduzir os índices, mas registraram nova fase de aceleração. Isso significa que a taxa ainda pode voltar a aumentar, assim como nestas nações.

Na América do Sul, o mesmo aconteceu com Bolívia e Equador, sendo que o Chile é o único outro país do continente que permanece com taxa de contágio abaixo de 1 (0,85).

Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta terça-feira (19), todos os países da América do Sul estão com transmissão comunitária, com exceção de Uruguai e Guiana, que registram apenas focos isolados de proliferação.

Esta também foi a primeira vez nos últimos quatro meses em que o Brasil deixou a liderança no número de mortes semanais. Agora, o primeiro lugar está com a Índia, com 7,2 mil mortes por semana. No País, a expectativa é de 6,9 mil óbitos.

Além disso, o Brasil ainda deixou de ser o líder na relação de novos casos e o total população. Com 295 novos casos na quinzena por 100 mil habitantes, a Colômbia é quem lidera o ranking entre os países sul-americanos.

O Brasil é o segundo país com mais casos e mais mortes por covid-19 no mundo. Só perde para os Estados Unidos, que somam 5.478.502 contaminações confirmadas, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Segundo boletim divulgado hoje pelo Ministério da Saúde,  o Brasil atingiu a marca de 111 mil mortes pela Covid-19. Nas últimas 24 horas, as novas vítimas da doença foram 1.212, fazendo o total subir para 111.100.

Ainda de acordo com a pasta, os casos confirmados da doença no último dia foram 49.298. A quantidade de novos registros fez o total de pessoas contaminadas subir para 3.456.652 na contabilização feita desde o início da pandemia.

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