Bem-estar
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Estímulo do capital mental traz benefícios no trabalho, autocuidado, relacionamentos e responsabilidade interpessoal

A pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) estimulou situações de estresse cognitivo e emocional na população. As restrições impostas pelo isolamento social aumentaram casos de depressão, ansiedade e excesso de consumo de bebidas alcoólicas e drogas.

A psicóloga Daniela Faertes afirma que habilidades de adaptação, inteligência emocional e pragmatismo podem ajudar a lidar com as dificuldades causadas pela pandemia . O conceito é chamado de “ capital mental ”.

“Quanto mais se tem, maior a flexibilidade e a eficiência para a utilização desses recursos, que também incluem resiliência em face ao estresse, freios de impulsos, flexibilidade e criatividade na resposta aos desafios e novas demandas”, afirma a especialista.

Segundo Faertes, o capital mental estimula a busca de estratégias pessoais para lidar com os problemas da pandemia. “Quanto mais desenvolvido ele é, maior o grau de eficiência para os desafios cotidianos. Em momentos de crise, com a causada pela pandemia, ele pode ser usado para adaptação, sobrevivência e qualidade de vida”, diz a especialista.

O desenvolvimento do capital mental

A especialista afirma que alguns recursos devem ser considerados no momento de desenvolver o capital mental, com benefícios no trabalho, autocuidado, relacionamentos e responsabilidade interpessoal.

A pessoa deve estabelecer uma conexão interpessoal afetiva, mover o corpo, estar em constante aprendizado, ter práticas altruístas e desenvolver a plena atenção. Estes recursos devem ativar o senso de comunidade, incentivar o consumo limpo, gerar maior conexão com os outros e melhorar a performance profissional e financeira.

“Todas essas estratégias aumentam os recursos emocionais e cognitivos, estimulando a produção dos hormônios que influenciam no bem-estar. Isso gera uma resposta do corpo e da mente, o que vai ajudar a produzir melhor e criar mais saídas para lidar com diferentes situações”, diz Daniela Faertes.

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