O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas
Foto: Divulgação / Governo SP
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas

Um dia depois da  prefeitura do Rio de Janeiro anunciar a  paralisação da aplicação da 2ª dose da CoronaVac por falta de vacinas, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, que produz o imunizante no Brasil, garantiu que não há atraso por parte da instituição. Segundo Covas, a responsabilidade é do Ministério da Saúde, "tem sistematicamente cometido equívocos na distribuição".

"O Butantan não tem nenhuma dose atrasada, pelo contrario. Adiantou seu cronograma, e brevemente, na primeira quinzena, terminaremos esse contrato restante com o ministério de 54 milhões de doses", disse, em entrevista ao UOL News.

"Isso é responsabilidade do Ministério da Saúde, que tem sistematicamente cometido equívocos na distribuição. Os estados também tem feito vacinações sem previsão adequada para segunda dose, tem aí mais de um fator envolvido nesse atraso. Que eu saiba é pontual, o estado de São Paulo não tem atraso, se adiantou inclusive a vacinação de 3º dose para o dia 6 de setembro."

Para Covas, o atraso é o resultado da "fragilização" do Plano Nacional de Imunização (PNI), liderado pelo Governo Federal.

"Pela primeira vez, nós estamos vendo um PNI fragilizado, desde o início do governo, e o enfrentamento da covid-19 não foi planejado adequadamente em termos de vacinas. Foram planejadas tardiamente, as aquisições foram tardiamente definidas, e isso causou uma ansiedade muito grande por parte dos estados, que em um determinado momento saíram a procura de vacinas", continuou.

"Muitos estados fizeram contratos que acabaram não se concretizando com produtores de vacinas. A recuperação do princípio federativo do SUS seria importantíssima. Uma epidemia dessa dimensão sem a coordenação efetiva do SUS, que é o que tem acontecido, tem impacto na situação epidemiológica grave que o Brasil enfrenta", alertou.

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