Estudantes omitiram primeira dose da vacina
Reprodução: iG Minas Gerais
Estudantes omitiram primeira dose da vacina

Quatro estudantes de Medicina, todos moradores de Porto Alegre, foram denunciados pelos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária preventiva. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) informou nesta quinta-feira que o grupo de jovens, com idades entre 22 e 25 anos, burlou o sistema de  vacinação contra a Covid-19 .

Os estudantes haviam tomado a primeira dose de Coronavac. Eles foram imunizados na condição de estudantes do curso de graduação em medicina e por estarem atuando em estágio de campo. Dessa forma, foram incluídos no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.

Mas antes da data estipulada para tomar a segunda dose, o grupo foi a uma farmácia e foi vacinado novamente, dessa vez com o imunizante da AstraZeneca. Eles omitiram o fato de que já haviam recebido a primeira dose de Coronavac.

De acordo com o MP-RS, os estudantes fraudaram o sistema de vacinação porque os estudos divulgados naquela altura mostravam que a AstraZeneca alcançou um nível de eficácia um pouco maior contra o novo coronavírus, na comparação com a Coronavac.

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"Assim, os denunciados fizeram inserir em uma nova carteira de vacinação que obtiveram falsa declaração de que estavam recebendo a primeira dose da vacina e, ao mesmo tempo, omitiram em suas carteiras de vacinação o recebimento da segunda dose", escreveu a promotora Maria Alice Buttini.

A fraude foi descoberta quando uma profissional de saúde lançou os dados dos estudantes no sistema de controle vacinal da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre. Neste momento, ficou constatada a duplicidade de primeiras doses dos quatro denunciados. O caso foi comunicado para a universidade em que os jovens estudam.

"A conduta dos denunciados infringiu as determinações emanadas pelo Poder Público para impedir a propagação da doença contagiosa", acrescentou a promotora.

O MP-RS informou que não ofereceu proposta de acordo de não persecução penal aos estudantes, pois nenhum deles confessou ter praticado as infrações penais que foram denunciados.

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