Sintomas da varíola dos macacos
Reprodução: agência brasil - 24/05/2022
Sintomas da varíola dos macacos

A onda de casos da chamada  varíola dos macacos pode se tornar uma endemia (infecção que atinge várias pessoas em uma região específica) caso seja transmitida para animais domésticos.

Segundo o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC, da sigla em inglês), há uma necessidade urgente de se garantir que eles não contraiam o vírus, uma vez que poderiam se tornar reservatórios permanentes da doença.

Nesta terça-feira, República Tcheca, Eslovênia e Emirados Árabes Unidos confirmaram seus primeiros casos de varíola dos macacos, chegando a 19 o número de países com registros da doença.

Uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta segunda-feira orientações sobre a nova onda de casos, como o fato de o surto não requerer vacinas em massa, uma vez que medidas como higiene e comportamento sexual seguro ajudarão a controlar a propagação.

Autoridades de saúde, no entanto, reiteram que o risco para a população permanece baixo. Nenhum caso foi relatado em animais de estimação até o momento, mas em uma rápida avaliação de risco, na segunda-feira, o ECDC alertou que é importante “gerenciar animais de estimação expostos e evitar que a doença seja transmitida à vida selvagem”.

“Se ocorrer transmissão de humano para animal e o vírus se espalhar em uma população animal, existe o risco de a doença se tornar endêmica na Europa”, informou a entidade. “Roedores, e particularmente espécies da família Sciuridae (esquilos) provavelmente serão hospedeiros adequados, mais do que humanos, e a transmissão de humanos para animais (de estimação) é teoricamente possível. Tal evento de transbordamento poderia levar o vírus a se estabelecer na vida selvagem europeia, e a doença se tornar uma zoonose endêmica. A probabilidade desse evento de transbordamento é muito baixa.”

A OMS registrou mais de 250 infecções confirmadas e suspeitas de varíola, com uma disseminação geográfica incomum para a doença que é endêmica em partes da África Ocidental e Central, mas rara em outros lugares.

A maioria dos casos está na Europa, mas também há diagnósticos nos EUA, Canadá, Israel e Austrália. Na América Latina, há um caso suspeito que foi detectado na Argentina e está sob investigação.

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