
Uma nova linhagem do vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, foi identificada por pesquisadores e autoridades de saúde e já começou a circular fora do Brasil, sendo monitorada por cientistas.
A variante foi detectada pela primeira vez em novembro de 2024 e, desde então, se espalhou para pelo menos 23 países. Mais recentemente, passou a ganhar espaço em algumas regiões, especialmente na Europa, o que aumentou a atenção da comunidade científica.
A BA.3.2, apelidada de “Cicada” (cigarra em português), se destaca por apresentar mutações distintas das versões anteriores do vírus, o que pode afetar a eficácia das vacinas. Segundo o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), dos EUA, a variante possui aproximadamente 70 a 75 mutações.
Essas alterações dificultam o reconhecimento pelo sistema imunológico, elevando o risco de infecção até mesmo entre pessoas já vacinadas ou que já tiveram contato com o vírus.
Apesar de já ter sido identificada em diversos países, análises iniciais não apontam aumento na gravidade da doença. Até o momento, também não há indícios de sintomas novos ou mais agressivos.
Os sintomas continuam semelhantes às de outras variantes, como febre, tosse, cansaço e dor de garganta. As autoridades de saúde seguem monitorando a evolução da nova linhagem.
Vacinas ainda protegem contra novas variantes da COVID-19?

As vacinas seguem sendo uma das principais ferramentas para proteger a saúde coletiva. Além de reduzir o risco de quadros graves, a imunização ajuda a conter a circulação do vírus, protegendo também quem não pode se vacinar por motivos médicos.
Entretanto, em alguns casos, ocorre o chamado escape imunológico. De forma simples, isso significa que devido às mutações o vírus consegue “driblar” parcialmente as defesas do organismo, aumentando a chance de infecção. Ainda assim, o corpo vacinado costuma reagir melhor e evitar formas mais graves da doença.
É fundamental que a população mantenha a vacinação em dia, já que a COVID-19 ainda afeta muitas pessoas. Idosos, crianças e gestantes seguem entre os mais vulneráveis, especialmente por apresentarem, em muitos casos, menor cobertura vacinal.
Além disso, como a doença hoje tem comportamento semelhante ao de vírus respiratórios sazonais, como a Influenza, parte da população acaba subestimando seus riscos, o que pode aumentar a exposição e os casos graves.
Nova variante pode chegar ao Brasil?
Até o momento, não há confirmação oficial da circulação da variante “Cicada” no país, segundo os dados mais recentes. Ainda assim, especialistas avaliam que a chegada ao Brasil é provável. Isso porque a variante já demonstrou rápida disseminação internacional, o que costuma levar à sua presença em diferentes regiões em pouco tempo.