A taxa de eficácia representa quantas pessoas receberam a vacina e não ficaram doentes
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A taxa de eficácia representa quantas pessoas receberam a vacina e não ficaram doentes

No mesmo dia em que as farmacêuticas Pfizer e BioNTec anunciaram a eficácia de 90% da vacina BNT162b2, o coordenador dos estudos no Brasil, o médico Edson Moreira, informou que as empresas devem enviar os dados para registro da vacina ainda em novembro, junto com um pedido para uso emergencial.

"A Pfizer pretende fazer isso [pedido de registro] até o final desse mês, até a terceira semana. E, diante da gravidade do assunto e da importância de saúde pública, também pedir uma aprovação para uso e distribuição emergencial", afirmou Moreira à Globo News.

Sobre o anúncio de 90% de eficácia da vacina da Pfizer, Moreira explicou que, além de superar as expectativas dos desenvolvedores, também mostrou que pessoas que tomaram o imunizante tiveram uma produção de anticorpos superior aquelas que produziram anticorpos após serem infectados com o novo coronavírus. "90% de eficácia é extraordinário", afirmou Moreira. "Pode parecer pouco, mas, no mundo das vacinas, isso está nas mais altas respostas que poderíamos esperar", acrescentou.

A FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, já anunciou que qualquer vacina deve comprovar 50% de eficácia antes de ser liberada.

Há cerca de uma dúzia de vacinas contra a Covid-19 nas fases finais de testagem (chamadas de fase 3), mas essa é a primeira a apresentar resultados efetivos relacionados à prevenção.

No Brasil, outra vacina em desenvolvimento, a CoronaVac, pelo Instituto Butantan, está justamente na etapa de investigar se ela é capaz de proteger contra a covid-19, depois de testes prévios terem indicado que ela é segura.

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