A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 643. É um crescimento de 23% em relação a 14 dias atrás.
Foto: Roberto Costa/Código 19/Agência O Globo
A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 643. É um crescimento de 23% em relação a 14 dias atrás

O Brasil registrou 44.282 novos casos e 690 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas; desde o início da pandemia, o país teve 6.880.595 ocorrências e 181.143 óbitos notificados, segundo boletim do consórcio de imprensa.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde em um boletim divulgado às 20h.

A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 643. É um crescimento de 23% em relação a 14 dias atrás. A média móvel de casos, por sua vez, ficou em 43.414, 25% acima do que há 14 dias.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O país ultrapassou nesta sexta-feira a marca de 180 mil mortes por Covid-19, um número que era visto como o pior cenário possível da pandemia para o Brasil, segundo um estudo conduzido pelo Ministério da Saúde em abril.

A projeção mais otimista referia-se a 30 mil óbitos, valor superado no dia 1º de junho. Em sete capitais brasileiras, a ocupação de leitos de UTI já está acima de 90%.

Plano nacional é apresentado

Criticado pela demora em tratar detalhes sobre a imunização da Covid-19, o governo federal apresentou ontem o seu plano nacional de vacinação ao STF. O programa, cuja data para o início não foi divulgada, pretende imunizar 51,4 milhões de pessoas no primeiro semestre de 2021.

O plano menciona que o Brasil já tem acordos para a aquisição de100,4 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, AstraZeneca e a Fiocruz a serem entregues até julho de 2021, além de mais 30 milhões de doses no segundo semestre. Também é informada a aquisição de 42,5 milhões de doses por meio da iniciativa Covax Facility. E ainda está na conta, como "em negociação", 70 milhões da Pfizer.

Não é listado o memorando de intenção de compra assinado com o Instituto Butantan para aquisição da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com a a instituição ligada ao governo paulista . Mas o material deixa aberta a possibilidade de inclusão de outros imunizantes: “O Governo Federal disponibilizará crédito extraordinário para aquisição de toda e qualquer vacina que adquira registro de forma emergencial ou regular que apresente eficácia e segurança para a população brasileira”.

Ainda assim, o texto abre possibilidade para mudanças: "o Governo Federal disponibilizará crédito extraordinário para aquisição de toda e qualquer vacina que adquira registro de forma emergencial ou regular que apresente eficácia e segurança para a população brasileira".

No plano, o governo conta que para atender a essa população precisa de 108,3 milhões de unidades de imunizante, levando em conta a aplicação em duas doses e o cálculo de vacinas que acabam sendo desperdiçadas no processo.

O gerente geral de medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, afirmou que ainda não há solicitação para vacinação emergencial contra a Covid-19 no Brasil. Os EUA aprovaram esta terça-feira o uso do imunizante da Pfizer, que começou a ser aplicado na semana passada no Reino Unido:

— Para alguma população específica, tendo em vista a sua urgência e a sua suscetibilidade à doença, é possível que a Anvisa já aprove o uso emergencial aqui no Brasil — afirmou Mendes, em entrevista à Globo News. — É claro que a gente leva em consideração o que outras agências já fizeram. A gente não quer fazer retrabalho aqui na Anvisa. Já estamos preparados para avaliar os pontos críticos que são específicos para o Brasil para ser o mais ágil possível.

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