Ministro defende força-tarefa para auxiliar vacinação em Manaus
Carolina Antunes/PR
Ministro defende força-tarefa para auxiliar vacinação em Manaus

Oministro da Saúde, Eduardo Pazuello, reafirmou, em Manaus, que enviará vacinas suficientes para acelerar o Plano Nacional de Imunização, chegando até o público de 50 anos de idade. Uma força-tarefa está sendo organizada junto com o Governo do Amazonas, prefeituras, Ministério da Defesa e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para, além dos postos oficiais, a vacina ser levada aos bairros e às comunidades mais distantes do interior. 

A vacinação começará imediatamente após a liberação para os estados, do lote que deverá ser entregue ao Ministério da Saúde no dia 22 de fevereiro, devendo iniciar por Manaus e, logo em seguida, levada ao interior.  

O ministro Pazuello realizou reunião com o governador do Amazonas, Wilson Lima, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), ainda na noite de sexta-feira (12/02), poucos minutos após desembarcar em Manaus, onde ele confirmou a decisão de antecipar as vacinas para o estado, que enfrenta o recrudescimento da pandemia de Covid-19, agravada pela presença da variante P.1 do Sars-CoV-2. Nos últimos dias desta semana, os principais indicadores de controle da pandemia, que estavam estabilizados em alta, começaram a apresentar pequenos níveis de baixa. 

A avaliação do ministro é que só há uma maneira de frear a pandemia no Amazonas e evitar que chegue aos mesmos níveis nos demais estados, principalmente na região Norte, onde já há registros da nova variante. “Temos que fazer a vacinação em massa e, nesse primeiro momento, vamos vacinar todos acima de 50 anos. Vamos antecipar as vacinas para o Amazonas, sem tirar nada dos outros estados”, explicou.

Transferências

O ministro também definiu com os demais integrantes do Comitê de Crise, no CICC, uma nova estratégia de transferência de pacientes de Covid-19, agora mais focada no interior do Estado, atendendo casos médios e graves com uso de UTI aérea. As transferências deverão ocorrer tanto entre municípios do interior, com maior remoção para Manaus, como entre os estados. A meta é reduzir a fila de espera de pacientes moderados a graves em hospitais da rede estadual. Até esta sexta-feira (12), 558 pacientes haviam sido transferidos para outros estados, entre eles, 16 para cirurgia oncológica. 

O ministro Pazuello também pediu, no Comitê de Crise, um planejamento imediato para que todos os municípios amazonenses que tenham hospitais se tornem autossuficientes no abastecimento de oxigênio, com usinas e boosters (equipamento utilizado para encher os cilindros). 

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