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Ministério da Saúde informa que 1.644 dos 8.366 médicos aprovados pelo edital do Mais Médicos já chegaram aos seus respectivos locais de trabalho

1.644 médicos brasileiros já se apresentaram em vagas deixadas por médicos cubanos no programa Mais Médicos
Luciano Lanes / PMPA
1.644 médicos brasileiros já se apresentaram em vagas deixadas por médicos cubanos no programa Mais Médicos

O Ministério da Saúde informou na tarde desta quinta-feira (29) que 19,7% dos 8.366 profissionais autorizados pelo edital do Mais Médicos a iniciar suas atividades já se apresentaram aos respectivos municípios onde deverão substituir os médicos cubanos que deixaram o programa. Os 1.644, assim como os demais, teriam até o dia 14 de dezembro para se apresentar ao trabalho, mas resolveram antecipar o início.

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A assessoria da pasta federal Saúde comunicou ainda que quase todas as 8.517 vagas disponíveis nessa fase do programa Mais Médicos já foram preenchidas. O percentual chega a 98%. Ainda assim, as inscrições seguem abertas até o dia 7 de dezembro . O balanço é uma atualização das informações divulgadas anteriormente que davam conta de que, até a última segunda-feira (26), 224 profissionais já estavam trabalhando - um terço deles, no entanto, em capitais e regiões metropolitanas .

A precoupação, portanto, segue a respeito de localidades mais afastadas que tradicionalmente têm mais dificuldade para preencher as vagas. No total, os 8.517 médicos cubanos deixaram vagas em 2.824 municípios. Desses, cerca de 1.600 contavam exclusivamente com o atendimento desses médicos. Sem os estrangeiros, a população dessas cidades está completamente desassistida.

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Além disso, um levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), também divulgado na última quinta-feira (29), mostra que cerca de 40% dos inscritos no Mais Médicos  já tinham um emprego nas Equipes de Saúde da Família do Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, estão deixando postos públicos para ocupar outros, provalvemente na esperança de ganhar mais ou ficar mais próximos de suas famílias, o que não resolverá o problema da falta de atendimento médico.

Para tentar conter isso, o Ministério da Saúde indicou que a pasta classifica os municípios em oito grupos diferentes, de acordo com o grau de vulnerabilidade de cada um e que, segundo as regras do programa, os profissionais só podem mudar de lugar se escolherem municípios com necessidade maior do que aqueles em que já trabalhavam.

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Da mesma forma, os médicos que atuavam em distritos indígenas só podem escolher outro distrito indígena entre os 34 disponíveis se quiserem participar do Mais Médicos .

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