Enfermeira tirando vacina de dentro de embalagem
Jefferson Peixoto/Secom
Enfermeira tirando vacina de dentro de embalagem

Após o desgaste causado pela primeira negociação de vacinas com a Pfizer, o Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira,  parceria da farmacêutica com a empresa brasileira Eurofarma S.A para produção de vacinas contra Covid-19.

Em uma cerimônia que teve a presença do ministro da Casal Civil, Ciro Nogueira, representantes dos laboratórios anunciaram o acordo para produção de cerca de 100 milhões de doses no país no ano que vem.

Embora o anúncio tenha sido celebrado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga , a parceria é celebrada entre as duas empresas privadas, sem participação do governo.

De acordo com a presidente da  Pfizer no Brasil, Marta Diez, as conversas com a Eurofarma começaram em junho até culminarem na assinatura de uma carta de intenções entre as duas empresas. As doses produzidas no país servirão para abastecer o mercado interno e também o restante da América Latina.

"Por que a Pfizer (decidiu) vir para o Brasil? Porque a Pfizer é inteligente e sabe que nesse país tem um governo liberal, um governo que respeita legislação, que quer participar de áreas fundamentais como saúde e educação, mas quer deixar a iniciativa privada trabalhar, disse.

Segundo Queiroga, a aliança entre as farmacêuticas fortalecerá o Programa Nacional de Imunizações (PNI) . O ministro não explicou, no entanto, se haverá reserva de doses para o Brasil ou como será feita a comercialização das vacinas produzidas pela Pfizer no país.

"O PNI é muito reconhecido, nos últimos 60 dias tivemos queda de 60% no número de casos e mais de 58% no número de óbitos. Isso é fruto da estratégia diversificada que o Brasil adotou para adquirir vacinas", afirmou Queiroga, citando o processo de transferência tecnológica feito entre a AstraZeneca e a Fiocruz para produção da vacina de Oxford; e a venda de imunizantes para o país.

"Hoje (a Pfizer) faz uma parceria com a indústria nacional, é um outo modelo. Não é um modelo de transferência tecnológica. São industrias privadas que se juntam no nosso país para desenvolver o nosso complexo de saúde. Isso é fruto da credibilidade que têm no Brasil, fruto da nossa legislação que é cumprida à risca, sobretudo o marco regulatório feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)", completou o ministro.

Atualmente, a vacina Comirnaty, produzida pela Pfizer em parceria com a BioNTech, corresponde a 17,5% das doses aplicadas no Brasil. De acordo com os contratos já feitos com o Ministério da Saúde, a previsão é que a Pfizer forneça 200 milhões de doses para o país.

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