Jair Bolsonaro
Isac Nóbrega/ PR
Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (19) que pediu para que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, obrigue pais a assinarem um termo de responsabilidade para que seus filhos sejam vacinados contra a Covid-19, além de exigir receita médica.

"Trabalhamos ontem o dia todo. Comecei às 3h30 da manhã, às 4h liguei para o Queiroga e dei uma diretriz para ele. Obviamente, é ele quem bate o martelo porque é o médico da equipe. Vai passar pela Saúde", disse Bolsonaro a apoiadores e veículos de imprensa em Praia Grande (SP).

"O que pretendemos fazer? Vacina para crianças só se autorizada pelos pais. Se algum prefeito, governador ou ditador quiser impor é outra história, mas do governo federal tem que ter autorização dos pais e uma receita médica", continuou.

O presidente ainda voltou a dizer que os nomes dos técnicos responsáveis por liberarem a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos devem ser divulgados. Ele  já havia dito o mesmo na quinta-feira (16). "A partir do momento que alguém faz um ato delitoso tem que se apresentar para ganhar medalha", declarou neste domingo.

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"Tiveram tanto cuidado com aqueles medicamentos [hidroxicloroquina e ivermectina] que quase todo mundo tomou, e eu tomei, mas e agora? Com a vacina você precisa ter cuidado especial, também. Que fique claro: não me chamem de antivacina porque compramos mais de 300 milhões de doses. Eu só digo que é voluntário", completou Bolsonaro.

Neste domingo, a  Anvisa informou que está recebendo ameaças depois de ter liberado o uso da vacina contra a Covid-19 em crianças. Apesar das falas de Bolsonaro, médicos e pesquisadores são a favor da aplicação do imunizante. Também neste domingo, a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19, que assessora o Ministério da Saúde, disse que a medida é urgente .

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