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Desejo incontrolável por doces e comidas à noite pode ser reflexo da baixa qualidade alimentar durante o dia. Aprenda a dormir saciado

Ingerir alimentos ricos em proteínas antes de jantar evita a fome noturna
Thinkstock/Getty Images
Ingerir alimentos ricos em proteínas antes de jantar evita a fome noturna

Manter a disciplina alimentar no período da manhã e da tarde é até possível. A rotina apertada não permite aquelas várias beliscadinhas fora de hora. 

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Quando já está em casa, relaxando o corpo no sofá, o desejo, por vezes, é incontrolável. Segundo os especialistas, de fato, é muito mais difícil segurar as rédeas do regime à noite.

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Embora a indisciplina em tal período seja elevada, o ataque à geladeira no cair da noite reflete a sequência de erros feitos durante o dia, endossa o nutricionista esportivo Marcelo Ferreira.

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“Quando a fome é voraz, sinaliza que o organismo está carente, pobre em nutrientes. Na maioria das vezes, o excesso de restrição durante o almoço e a baixa qualidade das refeições, são os grandes responsáveis pela compulsão alimentar durante a noite.”

O especialista explica que o jejum prolongado é extremamente prejudicial, e dá a falsa sensação de emagrecimento. A carência é acumulativa e se transforma em catastrófica ao final do dia.

“O organismo pede, não aguenta mais. Já ficou mais de 10 horas sem combustível. ”

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Segundo Ferreira, embora o metabolismo trabalhe mais lentamente após as 18 horas, o jantar deve ser uma refeição tão completa quanto o almoço. A recomendação oficial é que o almoço tenha 35% do valor energético e o jantar 20%. Comidas pesadas devem ser banidas, mas carboidratos e proteínas também são fundamentais.

“Acreditar que a ausência do carboidrato à noite ajuda a perder gordura é um mito sem nenhum fundamento. Podemos comer de tudo, desde que moderadamente. Até de gorduras boas o organismo precisa. Lógico que evitar uma massa com molhos muito calóricos, ou pratos pesados é sempre prudente. A digestão é mais lenta, pode até comprometer a qualidade do sono.”

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No limite da doença

A endocrinologista Ana Priscilla Soggia, explica que, enquanto esse comportamento de voracidade noturna for esporádico, consequência de um dia estressante, corrido, não há temor. Na avaliação da especialista, é preciso apenas reestruturar os horários da alimentação, e aumentar o número de refeições ao longo do dia.

O problema ganha contornos de síndrome quando é frequente e exagerado. “Na síndrome da fome noturna, o paciente só consegue dormir depois de ingerir mais de duas mil calorias. Alguns acordam durante a madrugada com necessidade de comida. Nesses casos, é preciso acompanhamento profissional, medicamentoso e terapêutico.”

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Ingerir alimentos ricos em proteínas três horas antes do jantar minimiza o possível estrago noturno. O nutriente é digerido lentamente e emite, ao longo do processo, a mensagem de saciedade ao cérebro.

“O organismo demora muito mais tempo para dar sinal de fome após a ingestão de proteínas. Os lanches das redes americanas de fast-food são pobres nesse nutriente. É por isso que sentimos fome em menos de três horas após uma refeição a base de hambúrguer e batata frita.”

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