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Cirurgiões demoraram 10 horas para fazer a retirada do tecido que teria crescido na parte de trás do pescoço do chinês; "nunca vi um tumor tão grande", afirmou o médico que liderou a operação, Dr. Dong Shixiang

Após a cirurgia com o Dr. Dong Shixiang, Zhao Xingfu está se recuperando normalmente em casa
Reprodução/Facebook
Após a cirurgia com o Dr. Dong Shixiang, Zhao Xingfu está se recuperando normalmente em casa

Depois de quase 50 anos, o chinês Zhao Xingfu pode se ver novamente como veio ao mundo, sem o peso no pescoço de um tumor gigante, de quase 15 quilos. Com o tempo, o que começou com um caroço, passou a ganhar uma forma muito maior, afetando completamente a vida de Xingfu.

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Tumor no pescoço do indiano pesava quase 15 quilos
Reprodução/Facebook
Tumor no pescoço do indiano pesava quase 15 quilos

Para remover o tumor , os cirurgiões passaram 10 horas trabalhando na parte de trás do pescoço do homem. O procedimento foi realizado no Guizhou Cancer Hospital pelo médico Dong Shixiang.

Segundo o Dr. Shixiang, a cirurgia foi bastante complicada, mas foi possível remover 95% do tumor. “Em todos os meus anos de profissão, nunca vi um tumor tão grande”, afirmou o médico.

Apesar de ter sido operado por médicos, Xingfu diz que quem realmente foi o responsável por retirar seu tumor foi seu filho Zhao Jianjiang. Ele, que nunca tinha visto o pai sem a condição, percebeu o pai não conseguia mais caminhar sem problemas por conta do tamanho do crescimento do tecido e decidiu levantar dinheiro com a família para pagar a cirurgia.

Xingfu, hoje com 64 anos, afirmou que começou a perceber o tumor com apenas 17 anos. Desde então, o chinês passou a ignorá-lo, primeiro por ser indolor e segundo por não poder pagar um tratamento adequado.

Agora, em casa, uma semana após a cirurgia, Xingfu está se recuperando normalmente. Apesar de sentir-se "aliviado" pelo sucesso da operação, ele disse brincando, que não está acostumado a viver sem a condição.

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Lipoma

De acordo com os especialistas, o chinês tinha um lipoma , que são tumores cutâneos benignos, formados por células de gordura maduras. A incidência não é pequena, estima-se que 10% da população pode ser esse tipo de tumor, o que equivale a uma prevalência de 2,1 por 1.000 pessoas.

Lipoma de Xingfu em um exame feito pelo chinês
Reprodução/Facebook
Lipoma de Xingfu em um exame feito pelo chinês

Geralmente, as regiões subdérmica e subcutânea são as que mais abrigam os lipomas, que podem-se localizar em qualquer parte do corpo, incluindo vísceras e cavidades.

Na maioria dos casos, os lipomas surgem na faixa etária de 40 a 60 anos e são raros em crianças e adolescentes, como no caso de Xingfu.

Os tumores se apresentam como massas de crescimento lento sem sintomas de dor ou comprometimento funcional.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o diagnóstico é clínico para os que apresentam lipoma subcutâneo típico na maioria das vezes. Nos casos de lipoma grande (maiores do que 5 centímetros), de forma irregular e com sintomas de envolvimento miofascial, a imagem é justificada por ultrassom, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RNM). A imagem também deve ser obtida se a biópsia de tecido indicar a presença de uma massa infiltrada.

Em muitos casos, o tratamento é dispensado, mas é necessário o acompanhamento clínico. No entanto, as indicações para a remoção de um lipoma incluem preocupações cosméticas, quando causam alterações nervosas, dor e consequentes limitações funcionais.

Outras indicações para a remoção de lipomas incluem aumento de tamanho, características irregulares (induração), tamanho maior do que 5 centímetros, amostras de biópsia de agulha do núcleo consistente com características atípicas ou outras características mais consistentes com um sarcoma.

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