O exame não indica necessariamente a existência de tumores. Saiba mais

Bióspia é o procedimento no qual se obtém amostras de tecidos, células ou líquidos, que são analisadas por um médico patologista
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Bióspia é o procedimento no qual se obtém amostras de tecidos, células ou líquidos, que são analisadas por um médico patologista
Ao receber o pedido médico de uma biópsia muita gente se preocupa, já imaginando que o especialista suspeita da presença de um tumor.

Não é preciso ter medo. Trata-se de um procedimento no qual se obtém amostras de tecidos, células ou líquidos, para serem analisadas posteriormente por um médico patologista. Os resultados ajudam a concluir um diagnóstico.

“A biópsia ajuda a elucidar quadros inflamatórios, infecciosos e tumorais (benignos e malignos)”, explica Flávio Ferrarini Pimentel, radiologista especializado em punções e biópsias orientadas por imagem do Fleury Medicina e Saúde.

Ela pode diagnosticar desde doenças inofensivas, como formação de verrugas ou cistos, até as mais preocupantes, como o câncer .

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A solicitação pode ser feita quando, por meio de um exame laboratorial ou de imagem, o médico percebe uma alteração significativa e precisa saber exatamente o que é; ou quando o paciente apresenta alguma síndrome clínica (como anemia, baixo número de plaquetas, uma alteração bioquímica) que requer maior investigação.

A biópsia pode ser feita em várias áreas do corpo. E o tamanho da amostra depende da dimensão da lesão ou do órgão onde está localizado o problema. “Em algumas situações retiramos todo o tecido lesionado para análise. Outras vezes, apenas fragmentos ou células”, diz o especialista.

Apesar de ser um procedimento cirúrgico, geralmente a biópsia é bem simples e exige somente anestesia local. “Antigamente quando os médicos detectavam nódulos em um ultrassom , por exemplo, muitas vezes tinham de fazer uma cirurgia de grande porte para saber o que era. A biópsia é uma grande ferramenta que colabora com os diagnósticos e evita riscos desnecessários”, argumenta o médico Flávio Ferrarini Pimentel.

Conheça alguns tipos de biópsia:

Punção aspirativa : consiste em introduzir uma agulha muito fina em um nódulo para retirada de material para análise. Geralmente é indicada para pesquisa em nódulos de tireoide e de mama e linfonodos aumentados, mas também pode ser realizada, por exemplo, em órgãos mais profundos como o pulmão . Ajuda a detectar tanto doenças infecciosas quanto tumorais.

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Biópsia excisional : intervenção cirúrgica que remove todo o tecido suspeito para análise. Indicada, por exemplo, quando há linfonodos aumentados na axila ou na virilha.

Biópsia incisional : é feita a remoção de um fragmento da lesão por meio de uma incisão cirúrgica. Indicada quando há presença de lesões maiores.

Biópsia externa : feita na pele ou nas mucosas, sob anestesia local, quando há suspeitas de câncer de pele ou doença que não é possível de ser diagnosticada apenas com o exame físico.

Biópsia endoscópica : pinça fragmentos da lesão no momento da endoscopia . É realizada por cirurgião endoscopista. Pode ser também orientada por ultrassonografia endoscópica.

Biópsia de medula óssea : é a coleta de uma amostra de medula (fragmentos do osso), geralmente realizada sob anestesia. Habitualmente a amostra é extraída do osso da bacia. Indicada para situações em que se pesquisam doenças do sangue – tanto benignas quanto malignas – ou quando há suspeitas de que a medula óssea esteja invadida por um tumor.

Biópsia de linfonodo sentinela : indicada para detectar metástases em quadros de câncer de mama e de pele. O linfonodo sentinela é removido e examinado para determinar se há células de câncer presentes. É baseada na ideia de que os tumores se espalham (metástases linfáticas) de forma ordenada a partir do tumor primário para os linfonodos sentinelas e então para outros linfonodos mais distantes. Resultado negativo sugere que o câncer não se espalhou pelo sistema linfático. Resultado positivo indica que a doença está presente no linfonodo sentinela e pode estar também em outros linfonodos na mesma área. A informação ajuda o médico a determinar o estágio da doença e traçar o melhor plano de tratamento.

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