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Hepatite

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Foto: ADAM

Vírus da hepatite B

Definição

Hepatite é a inflamação do fígado.

Causas, incidência e fatores de risco

A doença pode ser causada por:

  • Infecções por vírus (como hepatite A, B ou C), bactérias ou parasitas
  • Danos ao fígado causados por bebidas alcoólicas ou cogumelos venenosos
  • Medicamentos, como uma overdose de acetaminofeno, que pode ser fatal
  • Células do sistema imunológico do corpo que atacam o fígado causando hepatite autoimune

Os medicamentos que causam danos ao fígado incluem metildopa (usada com pouca frequência para hipertensão), isoniazida para tuberculose, medicamentos anticonvulsivos (como valproato e fenitoína), clorpromazina, amiodarona (para arritmias) e determinados antibióticos (inclusive trimetoprima-sulfametoxazol e eritromicina). Caso precise tomar algum desses medicamentos, o médico irá verificar suas funções hepáticas.

A doença hepática também pode ser decorrente de distúrbios hereditários, como fibrose cística e doença de Wilson, uma doença causada pelo excesso de cobre no corpo (depositado no fígado).

Outras causas incluem:

A hepatite pode ser breve (hepatite aguda) ou de longa duração (hepatite crônica). Em alguns casos, pode resultar em danos progressivos ao fígado, insuficiência hepática e até mesmo câncer no fígado.

A gravidade da hepatite depende de diversos fatores, inclusive da causa do dano ao fígado e de outros distúrbios subjacentes. A hepatite A, por exemplo, costuma ter curta duração, não resultando em problemas crônicos no fígado.

Foto: ADAM

Hepatite C

Os fatores de risco comuns incluem:

  • Uso de drogas intravenosas
  • Overdose de acetaminofeno (a dosagem perigosa é muito próxima da dose efetiva, por isso, seja cuidadoso e utilize somente com prescrição médica). Pergunte ao médico qual é a quantidade segura de acetaminofeno; se a doença hepática for grave, o médico também pode solicitar que você evite certos medicamentos anti-inflamatórios
  • Práticas sexuais não seguras (ter muitos parceiros e não usar proteção)
  • Ingestão de alimentos contaminados
  • Viajar para regiões onde certas doenças são comuns
  • Morar em um asilo ou centro de reabilitação
  • Ter algum membro na família que contraiu hepatite A recentemente
  • Uso ou abuso de bebidas alcoólicas
  • Ter se submetido a um transplante
  • Ser portador de HIV ou ter AIDS
  • Ter recebido transfusões de sangue antes de 1980 (o exame de sangue para hepatite C não estava disponível)
  • Ser recém-nascido de uma mãe com hepatite B ou C (transmissíveis durante o parto)
  • Ser um profissional da área de saúde, inclusive dentistas, devido ao contato com sangue
  • Fazer uma tatuagem

Consulte também:

Sintomas

Os sintomas da hepatite são:

  • Distensão ou dor abdominal
  • Desenvolvimento de mamas em homens
  • Urina escura ou fezes com cor de argila ou claras
  • Fadiga
  • Coceira generalizada
  • Icterícia (amarelamento da pele ou olhos)
  • Perda de apetite
  • Febre baixa
  • Náusea e vômito
  • Perda de peso

Muitas pessoas com hepatite B ou C não apresentam sintomas no início da infecção e ainda podem vir a desenvolver insuficiência hepática. Se você apresenta algum fator de risco para qualquer tipo de hepatite, realize o exame periodicamente.

Exames e testes

Um exame físico pode mostrar o amarelamento da pele, um fígado aumentado e sensível ou líquido no abdome (ascite), que pode ficar infectado.

O médico pode solicitar a realização de exames laboratoriais, tais como:

Tratamento

O médico vai discutir com você os tratamentos possíveis, dependendo da causa da sua doença hepática. Ele pode recomendar uma dieta de alto valor calórico, caso haja perda de peso.

Grupos de apoio

Existem grupos de apoio para pessoas com todos os tipos de hepatite, que podem ajudar você a aprender sobre os tratamentos mais recentes e a enfrentar melhor a doença.

Evolução (prognóstico)

O resultado depende de muitos fatores, inclusive da causa da hepatite e da presença (ou não) de outras doenças ou condições que agravem o tratamento ou a recuperação. Muitas pessoas se recuperam totalmente. Entretanto, o fígado pode levar meses para se recuperar.

Entre as pessoas que sofrem de hepatite C, 80% desenvolverão uma doença crônica do fígado e, possivelmente, insuficiência hepática (cirrose) ou câncer de fígado. A hepatite C é a principal razão dos transplantes de fígado.

Complicações

Danos permanentes ao fígado, insuficiência hepática ou câncer no fígado podem ocorrer. Outras complicações incluem peritonite bacteriana espontânea (quando o líquido no abdome se torna infectado) e varizes esofágicas, que podem sangrar muito.

Ligando para o médico

Procure ajuda médica imediata se você:

  • Apresentar sintomas associados a acetaminofeno ou outros medicamentos – talvez seu estômago precise ser bombeado
  • Vomitar sangue
  • Apresentar fezes com sangue ou escurecidas
  • Estiver confuso ou delirante

Saiba como agir em casos de emergência

Ligue para o médico se você:

  • Apresentar algum sintoma de hepatite ou acreditar ter sido exposto à hepatite A, B ou C
  • Não conseguir reter a comida em função de vômito excessivo. Talvez você precise receber alimentação intravenosa (por uma veia)
  • Passar mal e tiver viajado para a Ásia, a África ou a América Latina

Prevenção

As seguintes vacinas contra hepatite estão disponíveis:

  • A vacina contra a hepatite A está disponível para pessoas em grupos de alto risco, como profissionais de creches e asilos, funcionários de laboratórios e pessoas que viajam para regiões do mundo onde a hepatite é comum. A imunização de rotina contra hepatite A na infância também é recomendada
  • Atualmente, a vacina contra hepatite B é administrada a bebês e pessoas não vacinadas menores de 18 anos. A vacina está disponível para adultos em grupos de alto risco, como profissionais da área da saúde, usuários de drogas intravenosas e pessoas com comportamento sexual de risco

Uma injeção de imunoglobulina também pode prevenir a infecção. Ela funciona mesmo após a exposição:

  • Pode ser aplicada logo após o contato próximo (ex.: beijo ou compartilhamento de utensílios) com alguém que foi diagnosticado com hepatite A nas duas últimas semanas
  • Deve ser administrada imediatamente, juntamente com a vacina da hepatite B, para recém-nascidos filhos de mulheres com hepatite B

Outras ações a serem realizadas:

  • Evitar o contato com sangue ou derivados de sangue. Tomar precauções, caso isso seja parte do seu trabalho
  • Evitar o contato sexual com pessoas infectadas com hepatite ou com histórico de saúde desconhecido. Praticar sexo seguro sempre
  • Lavar as mãos depois de usar o banheiro e antes de lidar com alimentos
  • Evitar compartilhar pratos, utensílios ou banheiros com alguém com hepatite A
  • NÃO compartilhar lâminas de barbear, agulhas ou escovas de dente
  • Quando viajar para áreas endêmicas, NÃO ingerir alimentos crus ou mal cozidos. Beber água mineral
  • NÃO usar drogas injetáveis recreativas. Se você já é um usuário de drogas injetáveis, nunca compartilhe agulhas e busque ajuda em programas de tratamento para usuários de drogas
  • Seja cauteloso ao colocar piercings e fazer tatuagens
  • NÃO ingerir bebidas alcoólicas enquanto estiver tomando acetaminofeno. Se você já tem hepatite, não use nenhum dos dois (para evitar mais danos ao fígado)

Quando realizar o exame de hepatite:

  • Faça o exame de hepatite B ou C caso tenha mantido contato sexual ou tenha compartilhado agulhas com alguém suspeito de ter um desses vírus
  • Faça o exame mesmo se não apresentar nenhum dos sintomas

Referências

Dienstag JL. Hepatitis B virus infection. N Engl J Med. 2008;359:1486-1500.

Jou JH, Muir AJ. In the clinic. Hepatitis C. Ann Intern Med. 208;148:iTC6-1-ITC6-16.

Sjogren MH. Hepatitis A. In: Feldman M, Friedman LS, Sleisenger MH, eds. Sleisenger & Fordtran's Gastrointestinal and Liver Disease. 8th ed. Philadelphia, Pa:Saunders Elsevier;2006:chap 74.

Atualizado por 23/11/2010, por: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine; and George F. Longstreth, MD, Department of Gastroenterology, Kaiser Permanente Medical Care Program, San Diego, California. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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