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Marcelo Miranda

Cuidados ao correr na areia fofa

Personal orienta sobre alguns detalhes importantes ao praticar corrida na praia

21/01/2011 15:35

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Foto: Getty Images

Ao correr na praia, fique atento à sua frequência cardíaca

A corrida na areia fofa, solta, na faixa mais afastada do mar, tem duas características principais: ela apresenta mais resistência, por causa do tipo de solo, mas também gera menos impacto, já que a superfície é mais macia. Ainda assim, é bom estar atento a alguns detalhes importantes.

Antes de começar a correr, é preciso avaliar o nível de condicionamento físico do praticante. Como a areia exerce uma sobrecarga muito maior do que a calçada, o corredor precisa estar preparado. Assim, é importante monitorar a frequência cardíaca, que deve manter-se na faixa dos 80% da frequência máxima. O cálculo é simples:

Primeiro, calcule a frequência cardíaca máxima subtraindo 220 da idade atual. Exemplo: 220 - 40 (anos) = 180.

Em seguida calcule sua frequência cardíaca de reserva, que é frequência cardíaca máxima menos a frequência cardíaca de repouso. Esta última é o número de batimentos cardíacos por minuto (BPM) medido logo ao acordar ou quando o corpo relaxado há bastante tempo. Exemplo: 180 - 70 (bpm) = 110.

Depois disso é preciso calcular 80% da frequência de reserva. Exemplo: 80% de 110 = 88.

Por fim, soma-se a esse resultado a frequência de repouso. Exemplo: 88 + 70 = 158.

Ou seja, quando uma pessoa saudável de 40 anos correr na areia fofa deve se manter na faixa de 158 batimentos por minuto. Isto porque, a partir dos 80% da frequência, o organismo começa a consumir mais carboidrato do que gordura, diminuindo o percentual de perda de peso.

A corrida sobre a parte mais macia da areia pode ser feita de pés descalços, sem problema algum. O tênis é necessário quando a corrida for na parte mais firme da areia, próximo da água.

Além disso, outras precauções como prestar atenção ao horário de menor intensidade do sol, à temperatura da areia (que também reflete na pele) e a inclinação da superfície do local ajudam para que o treino tenha melhores resultados e para que o risco de lesões seja menor.

Marcelo Miranda é diretor técnico da academia M3, de Campo Grande (MS).

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