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Procedimento acontece após o primeiro transplante de pênis bem-sucedido da história ter sido realizado na África do Sul

Cirurgiões estão se preparando para realizar os primeiros transplantes de pênis dos Estados Unidos, em uma tentativa de ajudar veteranos de guerra com sequelas físicas.

A primeira cirurgia durará 12 horas. Os médicos terão que ligar nervos e vasos sanguíneos importantes para restaurar as funções urinárias e sexuais.

Cientistas vão observar de perto saúde física e mental de transplantados
Thinkstock
Cientistas vão observar de perto saúde física e mental de transplantados


O procedimento acontece após o primeiro transplante de pênis bem-sucedido da história ter sido realizado na África do Sul no ano passado.

A equipe da Universidade Johns Hopkins planeja realizar a mesma operação em 60 veteranos de guerra.

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Feridas de guerra

Uma pesquisa recente envolvendo jovens militares americanos sugere que 7% deles sofreram ferimentos na região genital durante combate.

Muitos dos ferimentos foram causados por explosões de bombas improvisadas – artefatos cada vez mais utilizados nas zonas de combate –, assim como por disparos de armas ou traumatismos.

Mas especialistas dizem que, apesar de um aumento desse tipo de ferimento nos últimos anos, as consequências deles continuam sendo pouco debatidas.

A operação

A equipe de cirurgiões afirmou que o procedimento experimental será feito com o pênis de um doador morto, com permissão da família.

Assim como qualquer grande cirurgia, essa envolve riscos, como infecções e sangramentos durante o procedimento.

E há, também, os efeitos colaterais de se tomar medicamentos anti-rejeição pelo resto da vida ainda estão sendo avaliados.

Preocupações com grandes procedimentos cirúrgicos já ocorreram antes. Em transplantes de mão ou de face, a dificuldade maior era que o corpo do paciente não rejeitasse o órgão doado.

Os cientistas afirmaram que vão observar de perto a saúde física e psicológica dos pacientes e reunir informações que ajudarão a decidir se os transplantes de pênis poderão ser adotados de maneira mais ampla.

O médico Gerald Brandacher, da Universidade Johns Hopkins, disse ao jornal New York Times: "Eles (os veteranos) dizem que querem se sentir inteiros novamente".

"É muito difícil imaginar o que é não ser inteiro. Esse transplante pode restaurar coisas muito sutis a que muitos de nós não damos valor".

Gerações futuras

Apenas dois transplantes de pênis foram oficialmente realizados até hoje.

Um deles aconteceu na China em 2006. Registros sugerem que a cirurgia correu de forma normal, mas o pênis foi depois rejeitado pelo organismo do paciente.

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A outra operação – ocorrida na África do Sul – envolveu um jovem cujo pênis havia reduzido para um centímetro após uma circuncisão mal realizada.

O caso dele fez com que o tema do transplante de pênis gerasse uma discussão ética – pelo fato de a cirurgia não ter como objetivo salvar vidas, como um transplante de coração, por exemplo.

Relatos recentes do paciente da África do Sul dão conta que o transplante teve sucesso e ele teve até um filho.

Cirurgia de transplante de pênis envolve riscos de infecção, sangramento e rejeição
Thinkstock
Cirurgia de transplante de pênis envolve riscos de infecção, sangramento e rejeição


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