“Emagreci 13 quilos sem deixar de comer chocolate”

Viagem ao exterior foi gatilho para adotar novos hábitos, mas sem deixar o chocolate de lado

Chris Bertelli, iG São Paulo |

Arquivo pessoal
Glenda gosta do corpo que exibe na praia
Há um ano, depois de uma fase pessoal complicada, Glenda Cecília Sales, 26 anos, decidiu morar no exterior. Escolheu o Canadá como destino, fez as malas e partiu.

Quando deixou São Paulo rumo a Vancouver, não imaginava que além das experiências enriquecedoras que teria por lá aprenderia a comer melhor e cuidar mais de si mesma.

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“O parâmetro na cidade é bem diferente, as pessoas se preocupam mais com a saúde e o bem-estar. No verão, eles saem mais cedo do trabalho e vão para os parques andar, correr, ou para as praias. Essa cultura instiga a ter melhor qualidade de vida”, relata.

O estilo foi adotado por ela que, sem carro, passou a se locomover a pé. Só para ir e voltar da escola onde estudava, por exemplo, andava uma hora. Acrescente a esse exercício diário, uma turma animada e agitada, com quem ela se reunia frequentemente para andar de bicicleta ou patins, ou ainda curtir a noite.

Arquivo pessoal
Glenda gosta do corpo que exibe na praia
A alimentação também mudou graças ao novo estilo de vida e à independência. “Morei com mais três brasileiros, mas não tínhamos aquela fartura na cozinha. Chegar em casa e ter de preparar a própria comida é desanimador. Então eu comia alguma coisinha e pronto”, relembra.

Nessa época, aos 24 anos, ela foi apresentada a novos sabores e texturas: os legumes. “Nunca havia comido chuchu, beterraba ou pepino. Hoje, adoro os três. Aprendi a gostar também porque sei que é importante para a saúde”, reconhece. Salada e verduras passaram a fazer parte do seu prato e atualmente são frequentes em seus jantares.

Chocólatra assumida, ela se reunia com amigos para matar a saudade do Brasil à base de arroz e brigadeiro. “Não fico um dia sequer sem chocolate. A vontade bate mais forte depois do almoço”, conta.

Mas a mudança na alimentação e o aumento dos exercícios já foram suficientes para que ela começasse a perder peso sem precisar abrir mão do doce preferido.

Insatisfeita com os 83kg com os quais chegou ao país, ficou feliz quando emagreceu. “Foi um estímulo para cuidar mais de mim, mas não deixei que isso virasse obsessão. Continuei no mesmo esquema e fui perdendo cada vez mais.”

Começar de novo

Quando voltou para São Paulo, ao descer do avião e reencontrar amigos e familiares no aeroporto, notou o quanto estava realmente diferente. “As pessoas gritavam. As reações foram sensacionais. Todo mundo dizia que eu não era a mesma”, ri.

Glenda havia emagrecido 13kg, deixou de ser loira, assumiu o tom castanho escuro natural e passou a se enxergar como o mulherão que era.

As roupas largas não têm mais espaço no guarda-roupa, que foi tomado por vestidos curtos e justos, além de blusas decotadas. “Eu ia para a faculdade de camiseta e moletom, não usava nada colado no corpo. Hoje adoro vestidos curtos, principalmente aqueles do tipo bandagem. Minhas roupas prediletas são aquelas com as costas de fora. Mas também acho legal calças mais justas, que mostram melhor a minha cintura”, diz.

Glenda elege a barriga como a parte do corpo que mais gosta, mas o formato violão é o que realmente faz sucesso, entrega. “Eu tenho quadril largo, cintura fina e bumbum definido. Fica bonito”, afirma, decidida.

A paulista teimosa, sincera e perfeccionista hoje mantém a boa forma na academia. Prefere as aulas de jiu-jiutsu, aeróbica e jump e morre de tédio só de pensar em ficar uma hora andando sem sair do lugar em uma esteira.

Na hora de fazer o prato, não abre mão de carne vermelha, que adora, e nem dos legumes que aprendeu a gostar no Canadá. O chocolate tem espaço garantido diariamente. “Gosto de barrinhas, bombons e principalmente sorvete”, relata. Apesar da liberdade do almoço, o jantar é controlado. À noite, prefere salada. Quando percebe que alguns quilos estão voltando, reduz a fritura e aumenta a quantidade de salada. “Sei que tenho tendência, então vou controlando sempre”, dá a receita.
 

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