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Caso do garoto grego foi publicado na revista New England Medical Journal, onde os médicos alertaram para o perigo dos lasers na saúde das crianças

O laser verde foi dado à criança pelo próprio pai, que não sabia dos perigos do objeto para a saúde do filho
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O laser verde foi dado à criança pelo próprio pai, que não sabia dos perigos do objeto para a saúde do filho


Um menino de apenas nove anos de idade perdeu parte de sua visão por causa de uma caneta de laser verde que, apontada para seus olhos, abriu um buraco no órgão. Segundo informações do Daily Mail , o problema só foi descoberto um ano depois do incidente, quando o pequeno grego relatou problemas de visão ao consultar o oftalmologista em uma consulta em rotina.

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O médico de Volos, na Grécia, solicitou alguns exames e descobriu um grande buraco em sua mácula do olho esquerdo, uma parte da retina essencial para a visão. A lesão costuma ser reversível na maioria dos casos, porém, o menino machucado pelo laser não teve a mesma sorte, já que todos os nervos ao redor da mácula foram suprimidos.

Dessa forma, um procedimento cirúrgico não ajudaria a fazer o garoto voltar a enxergar perfeitamente com seu olho esquerdo, e hoje em dia, ele precisa estar a seis metros de distância de algo para enxergá-lo da maneira como a maioria das pessoas veria a 30 metros.

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O perigo de uma caneta laser à saúde

O caso do garoto grego foi publicado na revista científica New England Medical Journal , onde os médicos alertaram para o perigo de lasers na saúde das crianças . Eles são perigosos quando usados como brinquedos por muitas razões, que incluem o tipo de luz que emitem e a forma de direcionamento desta luz.

Ela não é igual à luz considerada “normal”, mas contém apenas um comprimento de onda, ou seja, uma única cor. E as azuis e verdes são mais perigosas do que as vermelhas ou laranjas, porque a frequência em que são emitidas é extremamente poderosa, como explicou a oftalmologista Sofia Androudi.

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Por fim, a luz de um laser é direcional, e não difusa, o que a torna mais propensa a causar danos como o que acometeu o menino de nove anos, morador da Grécia.