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Bariátrica faz cantora reduzir manequim do 52 para o 38

Solange Almeida, vocalista do Aviões do Forró, conta como a cirurgia transformou seu visual e sua vida

iG São Paulo | 14/08/2011 06:50

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Foto: Divulgação Ampliar

Solange Almeida antes de passar pela cirurgia bariátrica

Os cachos loiros que emolduravam a silhueta de 112 quilos de Solange Almeida ficaram para trás, junto com os mais de 50 quilos eliminados.

A vocalista da banda Aviões do Forró entrou para as estatísticas da cirurgia bariátrica e conta que o bisturi transformou o visual e a vida.

Conheça os principais tipos de cirurgia de redução de estômago

“Quando olho para uma foto antiga, eu mesmo não consigo me ver ali, não consigo associar uma pessoa a outra. Costumo dizer que hoje sou uma nova mulher, realizada em todos os parâmetros”, disse ela em entrevista ao iG.

A decisão de ser submetida a uma redução de estômago surgiu quando Solange viu o manequim chegar ao número 52.

Ela lembra que em um dos shows que fez pelo Brasil chegou a escutar de um dos participantes que não valia a pena pagar ingresso “para ver aquilo”.

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Foto: Divulgação Ampliar

Solange depois da cirurgia bariátrica e com novo visual

Hoje, vestindo saias curtas e calças justas tamanho 38, a cantora, de fato, parece outra pessoa. Alguns fãs chegaram a pensar que o Aviões tinha mudado de líder. Os cabelos, agora mais escuros, estão sempre lisos. A cantora acredita ter alcançado a plenitude pessoal e profissional.

Nesta entrevista, Solange Almeida fala da falta que o acompanhamento psicológico fez no processo de emagrecimento, da dificuldade para manter uma dieta pastosa enquanto estava em turnê e na vida mais saudável – e com mais fôlego – que a bariátrica proporcionou. Confira.

iG: Você mudou muito seu aspecto físico. O que você faz hoje que não conseguia antes?

Solange Almeida: Após a cirurgia bariátrica, minha vida deu uma reviravolta. A primeira mudança foi melhorar a qualidade de vida. Hoje sou muito mais saudável, adepta de atividades físicas e posso usar qualquer tipo de roupa. Cheguei a pesar 112 kg e isso era muito constrangedor para mim. Para você ter uma idéia, eu chegava às lojas, achava as roupas bonitas e pedia um número bem menor do que usava, por ter vergonha. E a vergonha se tornava maior quando ia provar a roupa, não cabia.

iG: Os shows também mudaram? Sentiu diferenças na disposição para cantar e dançar?

Solange Almeida: Com certeza! A mudança veio em todos os sentidos. Hoje acompanho as coreografias do nosso balé, canto com mais disposição e mudei todo o meu guarda-roupa. Hoje posso usar decote e saia justa, tudo fica bonito.

iG: Todas as pessoas que fazem essa cirurgia precisam passar por uma preparação psicológica. Você teve amparo?

Solange Almeida: Tive e não tive. Minha psicóloga tentou ao máximo adaptar a disponibilidade dela à minha, devido a agenda do Aviões. Mas não deu para absorver tudo. O pouco acompanhamento que tive me ajudou bastante. Busquei informações sobre o assunto, pesquisei muito e tenho um blog que se tornou uma espécie de auto-ajuda para as pessoas que se encontram na mesma situação. Mas é muito importante ter o acompanhamento de um especialista. Muitas pessoas que se submetem a essa cirurgia e não fazem o tratamento (psicológico) acabam voltando ao mesmo peso.

Foto: Divulgação Ampliar

Agora como um verdadeiro avião, Solange exibe novo visual

iG: Quando você começou a ter problemas com a balança? Foi de uma hora para outra?

Solange Almeida: Comecei a ganhar peso logo após o falecimento da minha mãe, eu tinha 18 anos. Cheguei a ganhar muitos quilos – e perder também – mas de 12 anos para cá fui ganhando muito peso, até chegar na minha gravidez, em 2007, passando para 112 quilos.

iG: Os primeiros meses pós-cirurgia são muito restritivos em termos alimentares. Como você enfrentou este processo?

Solange Almeida: São restritivos ao extremo. No meu caso, muito mais complicado devido ao fato de eu viver na estrada com o Aviões. No inicio, a dieta é completamente pastosa e distribuída ao longo do dia. Agora imagine conciliar os horários dentro do nosso ônibus e no meio da estrada. Mas deu tudo certo. Ainda bem!

iG: Ainda tem prazer em comer? Como é a sua alimentação?

Solange Almeida: Como quase tudo. Como falei antes, hoje priorizo a minha qualidade de vida e evito frituras, comidas gordurosas. Mas não dispenso as massas e os pães.

iG: Tem alguma rotina de exercícios físicos?

Solange Almeida: Quando a agenda da banda permite, gosto de fazer atividades aeróbicas, como caminhadas. Isso despertou o interesse em investir no ramo de saúde e, em breve, abrirei uma rede de academias em Fortaleza. Nelas abrirei um espaço com atendimentos por especialistas reservado a pessoas com esse tipo de doença (obesidade).

iG: Muitas pessoas, em especial as mulheres, acreditam que ser magra é a solução para todos os problemas. O que você diria para elas?

Solange Almeida: Ser magra é viver saudavelmente, com disposição física e mental. Eu não seria hipócrita em dizer que ser magra não é bom, a auto-estima vai às nuvens, você sempre está de bem com a vida.

iG Por fim, se pudesse encontrar a Solange do passado, o que diria para ela?

Solange Almeida: Quando olho para uma foto antiga, eu mesmo não consigo me ver ali, não consigo associar uma pessoa a outra. Costumo dizer que hoje sou uma nova mulher, realizada em todos os parâmetros e diria a mesma coisa que falavam para mim: “busque uma vida saudável se livrando do peso”.

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